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A contemporaneidade de Verdi e Wagner

Verdi and Wagner

Verdi, pura emoção. Wagner, puro sentimento. Contemporâneos nascidos no mesmo ano de 1813, deixaram marcas profundas na ópera oitocentista e na história da música dramática.

A Itália de Giuseppe Verdi e a Alemanha de Richard Wagner apresentavam situação nacional política muito semelhante, ao longo do século XIX. Ambos tiveram participação política e cultural ativa, testemunhando a consolidação de seus países como Estados modernos unificados.

Embora vivessem musicalmente distantes, ignorando-se, conheciam a obra um do outro e, talvez, tenham se influenciado por um processo não consciente. 2013 marca a celebração do bicentenário Verdi-Wagner, unindo-os para mostrar a pujança e a influência de suas composições, cujas árias mais famosas permanecem cantaroladas por muitos nos dias de hoje.

Verdi, emoção pura. Infância e adolescência em bibliotecas católicas, exibições operísticas e concertos. Casa-se aos 23 e aos 27 encontra-se só, pela morte da mulher e de dois filhos, desencorajado para levar adiante as composições há pouco iniciadas. Sua própria composição, Va pensiero, de Nabucco, conta a lenda, o impulsiona pelo viés do desejo a retomar seu caminho musical. O amor, tema constante em suas composições; o conteúdo político, censurado, leva-o a exaltar os humilhados, os injustiçados. Verdi, romântico, de grandes paixões, acredita na capacidade redentora do amor.  Victor Hugo e Shakespeare foram parceiros de inspiração.

Wagner, sentimento puro. As sinfonias de Beethoven o fizeram decidir ser músico para comunicar ao drama calor e vida. A ópera, maneira encontrada para conciliar o interesse pela literatura e pela música. Wagner, baixinho de cabeça achatada, despertava o interesse das mulheres. Como Verdi, aos 23 anos, um primeiro grande amor, porém, a infidelidade, às vezes recíproca, foi a responsável por parcerias amorosas conturbadas. Escândalo no amor e na vida financeira – as dívidas se acumulavam. Bastante criticado por ser um fervoroso antisemita, Wagner espera alguns anos para ser reverenciado como revolucionário da música. 

Teatros de todo o mundo festejam intensamente a memória de Giuseppe Verdi e Richard Wagner. Difícil escolha entre um e outro. Não há como escolher. Os entendidos preferem defender o empate entre os dois gênios musicais autodidatas. Privilegiados, todos que podem compartilhar a emoção de Verdi e o sentimento de Wagner, vivos, mais, ainda!

Referências:

Claudia Aldigueri
CLIPP/SP

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