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  • Tel.: (11) 3864.7023

NÚCLEOS DE PESQUISA 2023

NÚCLEOS DE PESQUISA

Local das atividades dos Núcleos de Pesquisas da CLIPP: Rua Cardoso de Almeida, 60, Conj. 111 e 113.
Informações: (11) 3864.7023 ou psicanalise.clipp@gmail.com

2023 – 1º semestre

Local das atividades dos Núcleos de Pesquisas da CLIPP: Rua Cardoso de Almeida, 60, Conj. 111 e 113 ou online de acordo com a coordenação da atividade
Inscrições: (11) 3864.7023 ou psicanalise.clipp@gmail.com

Investimento

  • Quinzenais: R$320,00 (semestralidade) | Mensais: R$160,00 (semestralidade)

Núcleo de Pesquisas em Psicanálise e Atendimento com Crianças e Adolescentes

As mutações da maternidade e a clínica com crianças e adolescentes

Éric Laurent, nos diz: “para Lacan a investigação da sexualidade feminina era uma questão preliminar a todo tratamento possível com crianças” 1

A atualidade nos obriga a voltar na história e aí nos damos conta que a maternidade e mesmo a feminilidade é resultado da cultura de cada tempo. Vivemos hoje numa sociedade que dispõe da ciência produzindo inovações que permitem à mulher escolher quando e como engravidar.

Também assistimos novas configurações familiares onde homossexuais, transexuais, heterossexuais, celibatários reivindicam o direito ao filho. Por outro lado, constatamos uma variedade de mães: a mãe biológica, a doadora, a portadora, a simbólica e a adotiva2. Quais as consequências dessa multiplicidade de mães para a criança e para o adolescente?

Na ordem simbólica do século XXI a parentalidade apaga as diferenças entre pai e mãe. Para a psicanálise pai e mãe são significantes que expressam semblantes e neste sentido não se pode dizer que ser pai implica em ser homem e ser mãe implica em ser mulher.

Freud considerou que a maternidade era uma expressão da feminilidade, porém sabemos que a maternidade não recobre a feminilidade. Como atua esse “a mais” na relação com os filhos? Quais são os impasses entre a maternidade e a feminilidade para as mulheres?

Nossa proposta neste semestre é pesquisar as consequências das mutações da maternidade na clínica com crianças e adolescentes.

Os interessados em participar do Núcleo devem entrar em contato com uma das coordenadoras para agendar uma entrevista.

  • Periodicidade: Quinzenal, sextas-feiras – das 11:00h às 12:30h – online
  • Informações: CLIPP – 011 – 3864.7023, com Dolores – Rua Cardoso de Almeida, 60 – Cj. 111 – Perdizes – São Paulo

Coordenação:

  • Célia M. B. Siqueira – Tel.: 11-99369.5774 Luciana Carvalho Rabelo – Tel.: 11-98758.8484
  • Maria Cristina Merlin Felizola – Tel.: 15-99106.9186

Datas dos encontros do 1° semestre de 2023 e programa:

  • 10/03: O corpo da mãe que engravida 24/03: A feminilidade em Freud e em Lacan
  • 14/04: Mãe x mulher e a teoria da mãe caprichosa
  • 28/04: Os complexos familiares hoje, a questão da parentalidade 12/05: O feminino e as soluções de Miller
  • 26/05: Arrebatamento e devastação 16/06: Avaliação
  • 30/06: Encerramento com a participação de um convidado.

Bibliografia geral:

  • ALBERTI, Christiana; ALVARENGA, Elisa (Orgs). Ser mãe: mulheres falam da maternidade. Tradução Vera Avelar Ribeiro. Belo Horizonte. EBP. 2015
  • Freud, S. Obras Completas. Edição Standard Brasileira, RJ; Imago, 1996. Vol. XXI , p. 113. “Sexualidade Feminina”(1933 [1932])
  • Freud, S Obras Completas Freud. Edição Standard Brasileira, RJ; Imago, 1996. Vol. XXII p. 231“Feminilidade” (1933[193])
  • LACAN, J. Escritos; tradução Vera Ribeiro, RJ: Zahar, 1998 Cap. V p.734
  • BARROSO, Suzana Faleiro. Curinga 40 Maternidades Contemporâneas: Mãe simbolica e função da mãe. 1. ed. MG: EBPMG, 2015. p. 59-72.
  • CAMPOS, Sergio De. Curinga 40 Maternidades Comtemporâneas: O que quer a mãe, hoje?. 40. ed. MG: EBPMG, 2015. p. 13-20.
  • FUENTES, M. J. S. As Mulheres e seus nomes: “Lacan e o feminino”. 1. ed. Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2012. p. 1-312.
  • LACAN, J. Escritos; tradução Vera Ribeiro, RJ: Zahar, 1998 Cap. V p.734 “Diretrizes para um congresso sobre a Sexualidade Feminina.000. p. 79-86.
  • LACAN, Jacques. O Seminário Livro 20 mais, ainda. 3. ed. RJ: jorge Zahar Ed., 1975. p. 1-157.
  • MILLER, Jacques-Alain. Opção Lacaniana 71: “Mae X Mulher”. 71. ed. SP: Eolia, 2015. p. 13-21.
  • MILLER, Jacques-Alain. Opção Lacaniana 30: “Teoria do Capricho”. 30. ed. SP: Eolia.
1 LAURENT, Éric. “A Sociedade do Sintoma” Rio de Janeiro: Contra Capa Livraria, 2007. p.14.
2 ALBERTI Christiana, ALVARENGA, Elisa (Orgs). Ser mãe: mulheres falam da maternidade. Tradução Vera Avelar Ribeiro. Belo Horizonte. EBP. 2015, p. 5.

Núcleo de Pesquisa: Psicanálise e Medicina – 2023

Os tempos que correm e o mal-estar no i-mundo

 

Em seu último ensino, Lacan chega à constatação de que RSI são três dimensões da constituição do ser falante, heterogêneas, disjuntas e sem primazia.

Desde o encontro do “pedaço de carne vivo” com o significante, todo sujeito é confrontado com a exigência de encontrar uma saída, uma solução para enlaçar o real do gozo que ex-siste e insiste, a imagem própria e o campo do significante e das significações; achar a melhor solução possível para a tensão entre o gozo e o desejo, numa criação singular que lhe permita ocupar posição na realidade e na existência.

Como operar, na clínica e na política da psicanálise, a partir de uma lógica que articula corpo/significante/gozo/sinthoma?

Neste ano, nos serviremos da leitura  da conferência de Lacan A Terceira (1974), escrito em que, segundo Miller, Lacan renova seu próprio ensino, introduzindo conceitos angulares dessa nova orientação: lalíngua, gozo, topologia do nó borromeano, letra.

  • Coordenação:  Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos
  • Atividade online – via plataforma Zoom – Terças-feiras (mensal), de 20h30 às 22h00
  • Início: 14/03
  • Referência básica:Lacan, J. A terceira / Miller, J-A. Teoria de lalíngua. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

Cronograma

14/03 – Penso, logo go(z)sou.  P. 11-22.

  • 11/04 – Sobre o real. P. 22-32.
  • 09/05 – O inconsciente, um saber que se articula a partir de lalíngua. P. 33-43.
  • 13/06 – A insistência do “isso se goza”. A via do nó. P. 44-54.
  • 08/08 – Os nós de Lacan.
  • 12/09 – O sintoma e sua interpretação. Nada é mais real que a vida. P. 54-62.
  • 10/10 – Teoria de lalíngua. P. 77-86.
  • 14/11 – Teoria de lalíngua. P. 86-99
  • 05/12 – Teoria de lalíngua. P. 99-109.

REFERÊNCIAS COMPLEMENTARES


NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE 2023

O diagnóstico nas Apresentações de Pacientes

No Núcleo de Apresentação de Pacientes e Psicose nesse ano pretendemos seguir nosso estudo e pesquisas sobre as Psicoses, abordando o fenômeno elementar, o delírio, a foraclusão do Nome-do-Pai e suas consequências. O desencadeamento, o fracasso da metáfora paterna, a função do delírio etc., serão nosso guia para pensar o diagnóstico diferencial.

No primeiro ensino de Lacan, o diagnóstico é estrutural, o Nome-do-Pai nos orientava para considerar os sujeitos neuróticos ou psicóticos (com a estrutura neurótica ou psicótica), sendo a psicose definida pela ausência do Nome-do-Pai, pela falta da metáfora paterna.

E hoje, quais índices foraclusivos nos guiariam para fazer um diagnóstico diferencial?

Nosso objetivo é aprofundar as questões suscitadas pelo diagnóstico (clínica estrutural e borromeana), a transferência e a direção do tratamento na psicose, tendo os casos de apresentação de pacientes como guia. Para isto, vamos discutir algumas apresentações de pacientes para articular os efeitos recolhidos nas apresentações, tais como: o diagnóstico, a transferência, as amarrações e invenções, visando uma orientação para o tratamento desses sujeitos.

  • Coordenação: Marizilda Paulino e Perpétua Medrado Gonçalves
  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às sextas-feiras,
    das 16h00 às 17h30
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • · Seleção mediante entrevista com a coordenação
  • Datas: 10,24/03; 14,28/04; 12,26/05; 16,30/06

Hieronymus Bosch, Extração da Pedra da Loucura (1475-1480)

NÚCLEO DE PESQUISAS EM PSICANÁLISE E FILOSOFIA – 1º SEMESTRE DE 2023

Sistema filosófico e paranoias – Um passeio pela loucura humana 

 “As neuroses mostram, por um lado, notáveis e profundas concordâncias com as grandes produções sociais que são a arte, a religião e a filosofia, e, por outro lado, aparecem como deformações delas. Pode-se arriscar a afirmação de que uma histeria é uma caricatura de uma obra de arte, a neurose obsessiva, a caricatura de uma religião, e um delírio paranoico, de um sistema filosófico” (Freud) *

O Núcleo de Psicanálise e Filosofia se propõe a pesquisar neste primeiro semestre de 2023, a questão da loucura humana, partindo da analogia de Freud entre neuroses como “formações associais” e arte, religião e filosofia enquanto fazendo laço social.

Se não temos mais sistemas filosóficos (desde o século XIX), não podemos dizer o mesmo dos delírios paranoicos: a paranoia na clínica e nas civilizações continua a incidir, isto é, se o original desapareceu, a caricatura insiste.

Partindo do exame de um sistema filosófico (cartesiano) em comparação com um delírio paranoico (schreberiano) demonstraremos que somos todos loucos, mas não psicóticos.

  • Coordenação: M. Bernadette  S. S. Pitteri e Márcia A Barbeito
  • Segundas-feiras, das 10h30 as 20h
  • Datas: Março – 13/27; Abril – 10/24; Maio – 08/22; Junho – 12/26
Bibliografia básica
  • Descartes, René. Meditações. São Paulo: Abril Cultural (“Os Pensadores”), 1979.
  • Freud, S. Notas Psicanalíticas sobre um Caso de Paranoia. São Paulo: Cia. Das Letras, 2010.
  • Lacan, J. O Seminário–Livro 3: As Psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
  • Schreber, Daniel Paul. Memórias de um Doente dos Nervos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

Bibliografia complementar

  • Luchina, Carlos. As Psicoses Melancólicas e a Mania. In: Psicopatologia Lacaniana, Vol.2. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
  • Miller, J-Alain. Todo el mundo es loco. Buenos Aires; Paidós, 2015.
* Freud, S. Obras Completas. Vol. 11. Totem e Tabu. São Paulo: Cia. Das Letras, 2012, p. 119,120.

M.C. ESCHER

NÚCLEO DE PESQUISA DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO

DO CONCEITO DE SUJEITO AO CONCEITO DE FALASSER EM JACQUES LACAN: SUAS IMPLICAÇÕES NA EDUCAÇÃO E NAS ESCOLAS

A obra de Lacan é bastante vasta e profunda. Pode-se abordá-la em diferentes ângulos e perspectivas. Na educação tem-se trabalhado muito os registros do imaginário e simbólico, trazendo o conceito de sujeito de uma forma atrelada. Contudo, quando se pensa no registro do real constata-se que, embora ele esteja presente de alguma forma desde o início de seus trabalhos, é em relação ao último ensino de Lacan que se identifica uma mudança estratégica: a introdução do conceito de falasser. Quais as mudanças que essa conceituação traz quando abordamos o que ocorre na Educação e nas escolas atualmente? O que se altera? O que a Psicanálise e Educação pode trazer de contribuições aos educadores? Será um semestre instigante de pesquisa e investigação a respeito dos conceitos de sujeito e falasser em Lacan.

Coordenação: Leny Magalhães Mrech

  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às segundas-feiras, das 16h30 às 18h00
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação

PROGRAMA

  • 06/03 – O conceito de sujeito no início da obra de Jacques Lacan.
  • 20/03 –  O conceito de sujeito no Seminário XI – Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise – Parte I – O sujeito da certeza
  • 03/04 – O conceito de sujeito no Seminário XI – Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise – Parte II – O sujeito e o Outro: alienação e separação
  • 17/04 – O conceito de falasser no Seminário XX – Mais, Ainda – Parte I – os homens, as mulheres e as crianças não são mais que significantes
  • 15/05 – O conceito de falasser no Seminário XX – Mais, Ainda – Parte II – O Outro só pode ser, portanto, o Outro sexo.
  • 29/05 – O conceito de falasser no Seminário XXIII – O Sinthoma – Parte I –
  •  –  Do nó como suporte do sujeito – O Sinthoma
  • 05/06 – O conceito de falasser no Seminário XXIII – Parte II – Do inconsciente ao real
  • 19/06 – Contribuições para a Educação à Psicanálise através da passagem do conceito de sujeito ao conceito de falasser- Parte I
  • 26/06 – Contribuições para a Educação à Psicanálise através do conceito de sujeito ao conceito de falasser – Parte II

Bibliografia

  • LACAN, Jacques. O Seminário – Livro XI – Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise. Rio de Janeiro, Zahar Editor, 1979
  • ________________– O Seminário – Livro XX – Mais, Ainda. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1982.
  •  ________________. O Seminário – Livro XXIII – O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2007.
    MILLER, Jacques-Alain. Perspectivas sobre o Seminário 23. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2009.
    _________________.– El lugar y el lazo. Buenos Aires, Paidós, 2013.