Vol. 5 – N. 9 – Dezembro de 2025

Editorial Revista Hades – Vol. 5 – N. 9 – dezembro de 2025 – www.clipp.org.br João Paulo Desconci (Clipp) Esta bela edição da Hades evidencia a exuberância do texto freudiano em relação à arte. Em O Moisés de Michelangelo de 1914, por exemplo, apesar de se apresentar como leigo no assunto, Freud conta que as…

A Gradiva de Jensen

Maria Bernadette Soares de Sant´Ana Pitteri (Clipp/EBP/AMP) m_bernadettep@yahoo.com.br   … os poetas, que não sabem o que dizem, como é bem sabido, sempre dizem, no entanto, as coisas antes dos outros (LACAN, 1985 [1954-1955], p. 14). A caracterização da vida psíquica humana é, de fato, o autêntico domínio do escritor. Ele sempre foi um precursor…

O poeta e o fantasiar e a interpretação

Carmen Silvia Cervelatti (Clipp/EBP/AMP) carmencervelatti@uol.com.br   Freud escreveu, em 1908, o texto O poeta e o fantasiar (Autêntica), título também traduzido por O escritor e a fantasia (Cia das Letras) e Escritores criativos e devaneios (Imago).  Há algum fio que ocupou Freud, notavelmente quando aproximamos outros textos do mesmo período: O delírio e os sonhos…

Quixote: O delírio poético X o delírio clínico*

Andres Santos Jr. (Psiquiatra, Psicanalista) andressjr@gmail.com   Sob o olhar psiquiátrico Se considerarmos Alonso Quijano como um personagem “real”, observamos um delírio sistematizado, coerente, expansivo e crônico; sustentado por ideias delirantes de grandeza (acredita ser cavaleiro investido de missão divina); interpretação delirante da realidade (moinhos como gigantes, estalagens como castelos, camponesas como damas nobres); e…