Rosangela Carboni Castro Turim (Clipp)
rccastroturim@gmail.com

Está imperdível o décimo segundo episódio do Podcast da revista HADES, da Clipp.

Porque o caso Dora, escrito por Freud em 1905 seria um caso paradigmático para a Psicanálise? Como construímos um caso clínico hoje? Qual a diferença entre caso clínico, história de vida, biografia e obra?

Estas e outras ótimas questões são brilhantemente respondidas pelo psicanalista Niraldo de Oliveira Santos, membro da EBP/AMP e associado fundador da Clipp.

Ao se referir ao caso Dora, além de destacar a descrição exemplar de Freud de uma histeria e valorizar a articulação entre interpretação dos sonhos, sintoma, desejo e sexualidade, Niraldo também aponta para outra vertente do caso clínico: a “transmissão do fracasso naquilo que ele ensina”.

Caso, do latim casus, significa queda, ocasião; originalmente referia-se a algo que “caía” ou acontecia por acidente. A autocrítica de Freud de que algo caiu, o obriga a avançar na teoria, com a concepção de transferência.

Outra pérola que nos traz é uma atualização da construção do caso clínico: a passagem desde Freud de um caso clínico descrito a partir de uma reconstituição histórica para uma construção, com Lacan, que visa a lógica singular do caso. E nos transmite que “enquanto Freud nos ensina a não eliminar do caso, o trabalho do analista, Lacan nos ensina a não eliminar da construção do caso, aquilo que escapa ao saber do analista”.

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