Coordenação

Durval Mazzei Nogueira Filho (dr.durval@uol.com.br)

Angelino Bozzini (angelino.bozzini@gmail.com)

 

sábados | mensal | 10h00/11h30
atividade online

 

Investimento: R$170 (semestral)

Início: 28/03/26

A toxicomania está presente no discurso analítico desde as cartas de Freud a Fliess: a protomania, a repetição masturbatória original. A sacação freudiana traz, em seu bojo, qual o lugar que a toxicomania ocupa na economia libidinal de um sujeito: satisfação tendo como agente e outro o corpo próprio. Ora, se o agente e o outro, linha superior dos laços sociais, é o si mesmo dispensado está o Outro, o código, a linguagem e um novo laço social está criado. Mais próximo, então, o sujeito está do gozo, da repetição sem criatividade, que do desejo e do para além da demanda. Um novo laço social está, deste modo, constituído. A característica deste novo laço é a hipostasia do Um, restando apenas a pragmática da busca pela droga como o que põe em cena a pálida figura do outro. 

Considerando que esta caracterização acima constitui, se não uma estrutura clínica, uma ação sobre a estrutura, o fenômeno toxicomaníaco escapa das manifestações que passam pelo Outro, isto é, não são manifestações que transportem, via metáfora e metonímia, uma mensagem. Deve, então, produzir um efeito na condução da análise, na posição do Sujeito suposto Saber e no emergir da transferência.

A discussão do efeito clínico da toxicomania é o cerne dos encontros neste ano. Para esta avaliação, a referência são textos de célebres dependentes assinalados na bibliografia abaixo.

 

Tópicos: 

1) revisão da proposição sobre a toxicomania.

2) discussão clínica e apresentação de casos pelos participantes.

 

Cronograma:

  • 28/03
  • 25/04
  • 30/05
  • 27/06

 

Bibliografia:
NOGUEIRA FILHO, DM.  Toxicomanias. Escuta: São Paulo, 1996. Instituto del Campo Freudiano. Sujeto, Goce y Modernidad. Fundamentos de la Clínica. Atuel – TyA (S/D).
Una predicción visionaria – Aldous Huxley. Em “El Club del Haschisch” Taurus Ediciones, Barcelona, 1976.
Junky (drogado) – William Burroughs, Editora Brasiliense, São Paulo, 1984.
Paraíso na Fumaça (viagens de um jornalista da High Times) – Chris Simunek Conrado Editora, São Paulo, 2002