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  • Tel.: (11) 3864.7023 / 3938.2611

NÚCLEOS DE PESQUISA

NÚCLEOS DE PESQUISA

Local das atividades dos Núcleos de Pesquisas da CLIPP: Rua Cardoso de Almeida, 60, Conj. 111 e 113.
Informações: (11) 3864.7023 ou psicanalise.clipp@gmail.com

2022 – 1º semestre

NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E FILOSOFIA

SOBRE DISCURSOS E SEMBLANTES – LENDO O SEMINÁRIO 18 –  “DE UM DISCURSO QUE NÃO FOSSE SEMBLANTE”

“Lacan, no livro 18 de “O Seminário” está em busca “de um discurso que não fosse semblante”, mas no decorrer dos capítulos deixa claro que “só há discurso do semblante” *, o que nos coloca frente a um paradoxo. Como pensá-lo?

Miller, na última contracapa oferece a chave: trata-se da sexualidade para além do biológico, passando pelos significantes imaginários “que constituem o que chamamos semblantes”.

Há um caminho lógico a percorrer, o que requer ir além dos mitos freudianos (o Édipo, o pai de Totem e Tabu), questionar a lógica aristotélica, passar por Pierce e a teoria da quantificação, além de elucidar a natureza do escrito através do chinês e do japonês. Este caminho desagua no aforismo “não há Relação Sexual”, melhor explicitado nas tábuas da sexuação”.

* Seminário 18, p. 136.


DATAS:
14/3: Sobre Discursos e Semblantes (Cap. I e II – Seminário 18).
28/3: Ainda o Significante – Semblante e Discurso (Cap III – Seminário 18).
11/4: Escrita e Fala – a Questão da Verdade (Cap IV e V – Seminário 18).
25/4: Função para não Escrever – das Duas Lógicas (Cap VI – Seminário 18).
9/5: Lituraterra – O Inconsciente e a Função da Letra (Cap VII – Seminário 18).
23/5: Homem e Mulher – Impossível de Escrever (Cap VIII – Seminário 18).
6/6: Impossível e Psicanálise – Não-Universal Feminino (Cap IX – Seminário 18).
20/6: Limite do Discurso e Não-Relação Sexual (Cap X – Seminário 18).

  • INÍCIO: 14/03/2022
  • HORÁRIO: 18h30 as 20h00
  • INVESTIMENTO SEMESTRAL: $200,00
  • INSCRIÇÕES: de 1 a 14 de março
  • On line – Plataforma ZOOM
BIBLIOGRAFIA:
Freud, S. Totem e Tabu [1912/1913]. In: Obras completas, vol. 11. São Paulo: Cia. Das Letras, 2011.
Lacan, J. de um discurso que não fosse semblante [1971]. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.
_______  O Seminário, livro 6: O Desejo e sua Interpretação [1958/1959]. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
_______    A Direção do Tratamento e os Princípios do seu Poder. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
_______    A Função do Falo. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
_______       A Coisa Freudiana. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
_______   Subversão do Sujeito e Dialética do Desejo no Inconsciente Freudiano. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
_______        A Instância da Letra no Inconsciente ou a Razão desde Freud. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
_______        O Seminário sobre “A Carta Roubada”. In: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.
Poe, Edgar Alan. A Carta Roubada.

NÚCLEO DE PESQUISA DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO

M.C. ESCHER

M.C. ESCHER

O SEMINÁRIO 20 – MAIS, AINDA – O AMOR, O GOZO E A SEXUAÇÃO EM LACAN

O Seminário 20 – Mais, Ainda foi pronunciado entre 12 de dezembro de 1972 e 26 de junho de 1975. Sua capa se refere a uma escultura de Gian Lorenzo Bernini – O êxtase de Santa Tereza D`Avila.

O Seminário 20 – Mais, Ainda ocupa um lugar estratégico na obra de Lacan. Segundo Jacques-Alain Miller ele faz a passagem para o último ensino de Lacan e o Seminário 23 – O Sinthoma para o ultimíssimo ensino de Lacan. No Seminário 20 – Mais, Ainda certos temas são estratégicos: o significante, o significado, o gozo fálico, o gozo do Outro, o Outro gozo ou gozo suplementar, o amor, o feminino, etc. Há também uma leitura feita por Lacan dos quatro discursos: discurso do mestre, discurso da universidade, discurso da histérica e discurso analítico. E uma discussão importantíssima das tábuas da sexuação e seus efeitos nos dias de hoje na Educação e nas escolas. .

Coordenação: Leny Magalhães Mrech

  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às segundas-feiras, das 16h30 às 18h00
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação

PROGRAMA

  • 07/03 – Introdução ao Seminário 20 – Mais, Ainda
  • 21/03 – Capítulo I Do□ Gozo
  • 04/04 – Capítulo II – A Jakobson
  • 18/04 – Capítulo III – A Função do Escrito
  • 02/05 – Capítulo IV – O Amor e o Significante
  • 16/05 – Capítulo V – Aristóteles e Freud: A Outra Satisfação  
  • 30/05 –  Capítulo VI e Capítulo VII – Deus, o Gozo feminino  e Letra de uma Carta de Almor
  • 13/06 – Capítulo VIII – O Saber e a Verdade e Capítulo XI – Do Barroco
  • 27/06 – Capítulo X – Rodinhas de Barbante e Capítulo XI – O Rato no Labirinto
Bibliografia Básica
LACAN, Jacques. O Seminário 17 – O Avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1992.
__________________. O Seminário 20 – Mais, Ainda. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1982.
———————-. O Seminário livro 23 – O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2007.
MILLER, Jacques-Alain. Perspectivas sobre o Seminário 23. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2009
______________________. El Ultimissimo Lacan – Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller. –  Buenos Aires, Paidós, 2012.

 NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE 2022

O Núcleo de Apresentação de Pacientes e Psicose retoma em 2022 o estudo sobre a Apresentação de Pacientes, enfatizando a sua importância para o estudo, diagnóstico e tratamento das psicoses.

Em relação à Apresentação de Pacientes teremos como eixo norteador uma apresentação de pacientes feita por Jacques Lacan em 1976 e outra feita por Jacques-Alain Miller em 1998. Isso nos possibilitará discutir a importância da Apresentação de Pacientes para a formação do psicanalista, além das questões diagnósticas e de tratamento.

Retomaremos, ainda, as discussões sobre o Amor nas Psicoses, baseadas em dois casos do livro El amor en las psicosis, organizado por Jacques-Alain Miller (2008).

Nosso objetivo é aprofundar as questões suscitadas pelo diagnóstico (clínica estrutural e borromeana), a transferência e a direção do tratamento na psicose.

Coordenação: Marizilda Paulino e Perpétua Medrado Gonçalves

  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às sextas-feiras, das 16h00 às 17h30 · Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação

. Conheça os valores no site www.clipp.org.br 

Programa – 1º semestre 2022

11/03 – Apresentação do semestre
texto LÉGER, C. (1998) “Elogio de la apresentación de enfermos. Un dispositivo adecuado”, in MILLER, J.A. (Org.) Los inclasificables de la clínica psicoanalítica. Buenos Aires: Paidós, 2005, p.29-35.
Uma psicose lacaniana: Entrevista conduzida por Jacques Lacan.
In: Opção lacaniana, vol. 26/27, São Paulo, abril 2000, p. 5-16.
Apresentação: Marcia Barbeito

Coordenação: Marizilda Paulino
25/03 – Discussão: Uma psicose lacaniana: Entrevista conduzida por Jacques Lacan
Apresentação: Marcia Barbeito
Coordenação: Marizilda Paulino

Dia 08/04 – “Entrevista con Jacques-Alain Miller”
In: La conversación clínica/ Jacques-Alain Miller; Guy Briole, UFORCA, Olivos:Grama Ediciones, 2020, p.237-273.
Apresentação: Rosangela Turim
Coordenação: Perpétua Medrado

Dia 29/04 – Discussão da Entrevista com Jacques-Alain Miller
Apresentação: Rosangela Turim
Coordenação: Perpétua Medrado

Dia 13/05 –  “Uma falsa erotomania homossexual”
In: El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008, p.119-133.
Apresentação: Celia Chamorro
Coordenação: Marizilda Paulino 

Dia 27/05 – Discussão do caso “Uma falsa erotomania homosexual”
Apresentação: Celia Chamorro
Coordenação: Marizilda Paulino

Dia 10/06“El pensamiento único”
In: El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008, p.165-176.
Apresentação: Desirée Mauro
Coordenação: Perpétua Medrado

24/06 – Discussão do caso: “El pensamiento único”
Apresentação: Desirée Mauro
Coordenação: Perpétua Medrado


NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E MEDICINA 

Os tempos que correm e a política do sintoma

“Todo mundo é louco, quer dizer, delirante” (Lacan, 1979)[1]

 Para este ano, seguimos com a proposta de extrair consequências do último ensino de Lacan que nos permitam sustentar uma clínica e uma política da psicanálise à altura da subjetividade de nossa época. Em tempos de ascensão do objeto a, de aceleração da civilização e de discursos totalitaristas, das neuro-tecnociências e das religiões, como levar adiante o discurso analítico, orientado por uma política do sintoma e por uma ética da singularidade, do saber-fazer com o gozo?

Nessa tarefa, nos serviremos da leitura de J-A. Miller sobre o ultimíssimo Lacan em seu Curso da Orientação Lacaniana de 2007-2008: Todo mundo é louco.[2]

 Coordenação:  Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

Atividade online – via plataforma Zoom. Terças-feiras (mensal), de 20h30 às 22h00.

Início: 15/03. (Solicitação de participação mediante entrevista com a coordenação)

Informações e inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com

Cronograma

15/03 – Os tempos que correm. Objeto de necessidade e objeto de desejo.

12/04 – Do neurônio ao nó: um real sem saber.

10/05 – A psicanálise líquida.

14/06 – A interpretação da psicanálise. A responsabilidade do analista.

12/07 – A interpretação lacaniana. Deciframento e pulsão.

[1] Lacan, J. Transferência para Saint Denis? Lacan a favor de Vincennes!. In Correio – Revista da Escola Brasileira de Psicanálise (65). São Paulo: EBP (1979/2010).
[2] Miller, J-A. Todo el mundo es loco. Buenos Aires: Paidós, 2015.
Obs. O livro deste curso de Miller encontra-se à venda na Livraria online da EBP: https://www.ebp.org.br/livraria/produto/todo-el-mundo-es-loco/

NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E TOXICOMANIA 

Objetivo: a toxicomania está presente no discurso analítico desde as cartas de Freud a Fliess: a protomania, a repetição masturbatória original. A sacação freudiana traz, em seu bojo, qual o lugar que a toxicomania ocupa na economia libidinal de um sujeito: satisfação tendo como agente e outro o corpo próprio. Ora, se o agente e o outro, linha superior dos laços sociais, é o si mesmo dispensado está o Outro, o código, a linguagem e um novo laço social está criado. Mais próximo, então, o sujeito está do gozo, da repetição sem criatividade, que do desejo e do para além da demanda. Um novo laço social está, deste modo, constituído. A característica deste novo laço é a hipostasia do Um, restando apenas a pragmática da busca pela droga como o que põe em cena a pálida figura do outro.

Considerando que esta caracterização acima constitui, se não uma estrutura clínica, uma ação sobre a estrutura o fenômeno toxicomaníaco escapa das manifestações que passam pelo Outro, isto é, não são manifestações que transportem, via metáfora e metonímia, uma mensagem. Deve, então, produzir um efeito na condução da análise, na posição do Sujeito suposto Saber e no emergir da transferência.

A discussão do efeito clínico da toxicomania é o cerne dos encontros neste ano.

Coordenação: Durval Mazzei Nogueira Filho e Angelino Bozzini.

Transmissão: Plataforma Zoom.

Inscrições: clipp@gmail.com

Seleção dos candidatos: dr.durval@uol.com.br     angelino.bozzini@gmail.com

Tópicos:
1 revisão da proposição sobre a toxicomania.
2 discussão clínica e apresentação de casos pelos participantes.

Datas:
26/03/22 – 10h – 11:30h
30/04/22 – 10h – 11:30h
28/05/22 – 10h – 11:30h
25/06/22 – 10h – 11:30h

Bibliografia:
Nogueira Filho, DM.  Toxicomanias. Escuta, São Paulo 1996
Instituto del Campo Freudiano. Sujeto, Goce y Modernidad. Fundamentos de la Clínica. Atuel – TyA (S/D)
Escola Brasileira de Psicanálise. O brilho da infelicidade. Kalimeros,  Riode Janeiro,1998.
Naparstek, F. Introducción a la clínica con toxicomanías y alcoholismo. Grama Ediciones, Buenos Aires, 2005.
Inem, C & Baptista, M Toxicomanias: abordagem clínica. Sette Letras, Rio de Janeiro, 1997.
Baptista, M & Inem, C Toxicomanias: abordagem multidisciplinar. Sette Letras, Rio de Janeiro, 1997.

NEPPSI – NÚCLEO DE ENSINO E PESQUISA DE PSICOPATOLOGIA E PSICANÁLISE

ESTUDOS SOBRE O CRIME

criminologia, psiquiatria, psicanálise

Se o crime e a lei remontam às origens e à estrutura da civilização, a criminalidade – incidência de crimes, formas preferenciais, significados – bem como os modos de tratá-la e puni-la variam amplamente ao longo da história.

Na atualidade, o Brasil ocupa posição de destaque em diversos rankings da criminalidade: líder mundial em homicídios, em crimes contra a população LBGT, em letalidade policial, na morte de policiais, quinto em feminicídios, terceiro em roubos na América Latina, terceira maior população carcerária do mundo. A situação contrasta vivamente com a vulgata do homem cordial brasileiro.

Recorde-se que o debate sobre a criminalidade e os modos de trata-la foram os temas principais das eleições presidenciais de 2018 contrapondo concepções bem divergentes. O ‘pacote anti-crime’, proposto pelo ex-ministro da justiça S Moro e aprovado pelo congresso em 2020, ficou bem distante de tratar as ‘razões’ fundamentais da criminalidade brasileira. Em função da pandemia do covid 19, das crises sanitária, politica e econômica nacionais, o tema passou para um segundo plano, mas não perdeu sua relevância, pelo contrário.

A criminalidade é objeto de estudo de diversas disciplinas – sociologia, antropologia, criminologia, direito, psicologia, psiquiatria, psicanálise, segurança pública, política, polícia –, é um campo interdisciplinar. O curso vai introduzir as principais teorias criminológicas, psiquiátricas e psicanalíticas utilizadas nos Estudos sobre o Crime e analisar determinados tipos de crime a partir da discussão de casos ocorridos no Brasil.

Sábados, quinzenalmente das 10.00 às 12.00 h

Curso on line

Coordenaçao: Ariel Bogochvol

12/03 – Criminalidade contemporânea

26/03 – Criminalidade brasileira

09/04 – Introdução à Criminologia

23/04 – Introdução à Criminologia

07/05 – Psiquiatria forense

21/05 – Psiquiatria forense

04/06 – Criminologia psicanalítica

18/06 – Criminologia psicanalítica


Núcleo de Pesquisas em Psicanálise e Atendimento com Crianças e Adolescentes na CLIPP

Candido Portinari- Menino Soltando Pipas - 1947

Candido Portinari- Menino Soltando Pipas – 1947

Tema do semestre: A clínica com crianças

Para a psicanálise a criança é um objeto pulsional, que só acede ao estatuto de sujeito ao se inscrever no Outro. Sendo assim terá de encontrar ou inventar alguma inscrição no Outro. Porém, isto não ocorre sem impasses.

Uma criança é constituída a partir de uma relação que envolve gozo e desejo: o desejo e o gozo de cada um dos envolvidos e o da própria relação estabelecida entre eles.

A subjetividade infantil na atualidade não é a mesma da época de Freud e de Lacan. Hoje temos outros aspectos, os quais serão abordados neste semestre: a escola, a transferência, o judiciário, o atendimento online e o Outro social. Portanto, no cotidiano de nossa clínica é preciso lidar com as diversas questões, no intuito de aproximarmos à realidade de cada um.

Os interessados em participar do Núcleo devem entrar em contato com uma das coordenadoras para agendar uma entrevista.

Datas dos encontros do 1° semestre de 2022:

11/03: Configurações familiares no século 21.[i]

25/03: Para quê escutar os pais e a família? [ii]

08/04: Saber e verdade na clínica de crianças & Atendimento online.

29/04: Entre o enunciado e a enunciação & Princípios da prática analítica

13/05: Brincadeiras & Outro social

27/05: Institucional & Escola

10/06: Convidado – caso

24/06: Avaliação

Periodicidade: Quinzenal, sextas-feiras – das 11:00h às 12:30h (online)

Informações: Na CLIPP        Fone: 11-3864.7023, com Dolores

 Coordenação:

Célia M. B. Siqueira: Tel.: 11-99369.5774

Luciana Carvalho Rabelo: Tel.: 11-98758.8484

Maria Cristina Merlin Felizola: Tel.: 15-99106.9186

[i] Rego Barros, Romildo. Três ensaios sobre a sexualidade na atualidade, Revista Phoenix, nº 3, setembro 2001, p. 81-86
Pimenta Filho, Jorge. A. Novas configurações familiares: novos semblantes, novas ficções? Revista Latusa, nº14, EBP- Rio de Janeiro, p. 81-89
[ii] Calmon, Analíca. Uma família no divã. Revista Correio, nº26, abril 2000, p.25- 30.
Guimarães, Leda. O desejo do analista na escuta dos pais na psicanálise com crianças. III Encontro do Campo Freudiano. Salvador. Bahia, 1991. Ed. Vozes., p. 496- 502.

2021 – 2º semestre

NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E TOXICOMANIA

A toxicomania está presente no discurso analítico desde as cartas de Freud a Fliess: a protomania, a repetição masturbatória original. A sacação freudiana traz, em seu bojo, qual o lugar que a toxicomania ocupa na economia libidinal de um sujeito: satisfação tendo como agente e outro o corpo próprio. Ora, se o agente e o outro, linha superior dos laços sociais, é o si mesmo dispensado está o Outro, o código, a linguagem e um novo laço social está criado. Mais próximo, então, o sujeito está do gozo, da repetição sem criatividade, que do desejo e do para além da demanda. Um novo laço social está, deste modo, constituído. A característica deste novo laço é a hipostasia do Um, restando apenas a pragmática da busca pela droga como o que põe em cena a pálida figura do outro.

Um sujeito com essa marca pode, de um jeito – pressão dos circunstantes, ou de outro – creio que isto não vai bem, pode procurar a psicanálise. O que fazer?

Responde-se a esta pergunta descrevendo, dentro dos parâmetros do discurso analítico, o que acontece com o sujeito, aquele que surge entre dois significantes, no toxicômano (adicto, dependente químico) e demarcando o limite e a vantagem de colocar esse exilado do Outro no contexto da linguagem, do enigma e do desejo do analista.

  • Coordenação: Durval Mazzei Nogueira Filho e Angelino Bozzini.
  • Atividade online via plataforma ZOOM, aula mensal aos sábados, das 9h00 às 10h30
  • Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com   
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação


PROGRAMA

  • 21/08a neurobiologia da dependência
  • 25/09 – A leitura psicanalítica clássica: Freud, Abraham, Rosenfeld, Rado, Olievenstein
  • 23/10 – A leitura psicanalítica contemporânea, desde o ensino de Lacan. (Miller, Santiago, Naparstek, Sinatra, Mazzei e outros)
  • 20/11 – A leitura psicanalítica contemporânea, desde o ensino de Lacan. (Miller, Santiago, Naparstek, Sinatra, Mazzei e outros)
Bibliografia
Nogueira Filho, DM.  Toxicomanias. Escuta, São Paulo 1996.
Nogueira Filho, DM. Abuso e dependência da maconha Tratado de Cannabis Medicinal (no prelo).
Instituto del Campo Freudiano. Sujeto, Goce y Modernidad. Fundamentos de la Clínica. Atuel – TyA (S/D).
Escola Brasileira de Psicanálise. O brilho da infelicidade. Kalimeros,  Riode Janeiro,1998.
Naparstek, F. Introducción a la clínica con toxicomanías y alcoholismo. Grama Ediciones, Buenos Aires, 2005.
Escohotado, A. Historia de las drogas (volumes 1 e 2). Alianza Editorial, Madrid, 2002.
Sissa, G. O prazer e o mal. Filosofia da droga. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1996.
Nery Filho, A; MacRae, E; Tavares, LA; Rêgo, M; Nuñez, MA. As drogas na contemporaneidade: perspectivas clínicas e culturais.. EDUFBA:CETAD, Salvador, 2012.

NÚCLEO DE PESQUISA DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO

O inconsciente transferencial e inconsciente real na Educação e nas escolas

Neste semestre iremos dar continuidade às discussões a respeito do inconsciente transferencial e inconsciente real a partir do livro de Jacques-Alain Miller – Perspectivas do Seminário XXIII de Lacan, O Sinthoma. O objetivo é aprofundarmos a grade conceitual com a apresentação de casos clínicos já publicados e que permitem estruturar um olhar mais aprofundado do que ocorre com a Educação e as escolas a partir da psicanálise de orientação freudiana e lacaniana. Alguns dos conceitos estudados: inconsciente transferencial e inconsciente real, gozo, Sinthoma, Um-corpo, parlêtre, o conceito de autismo, semblante, etc.

Coordenação: Leny Magalhães Mrech

  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às segundas-feiras, das 16h30 às 18h00
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação

PROGRAMA

  • 02/08 – O estranho  e o discurso do Um
  • 16/08– O Ataque em uma escola argentina – caso clínico
  • 06/09 – O Autismo e o Um do corpo
  • 13/09 – Apresentação on line da palestra:  Psicanálise e Educação Inclusiva feito por Monica Farid Rahme – Professora doutora da Universidade Federal de Minas Gerais
  • 20/09 – Discussão de um caso de autismo – implicações na Educação e nas escolas
  • 11/10 – Sinthoma, Inconsciente e L´ Bevue
  • 25/10 – Discussão de um caso clínico a respeito do Sinthoma
  • 01/11 – O real é o que comporta a exclusão de todo sentido
  • 29/11 – Discussão de caso clínico – Quando falham os semblantes. Apontamentos psicanalíticos sobre a subjetividade masculina e avaliação do curso.
Bibliografia
LACAN, Jacques. O Seminário livro 23 – O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2007.
MILLER, Jacques-Alain. Perspectivas sobre o Seminário 23. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2009.
MILLER, Jacques-Alain – El lugar y el lazo. Buenos Aires, Paidós, 2013.

 NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE

O amor nas psicoses

O Núcleo de Apresentação de Pacientes e Psicose, no ano passado, estudou a transferência na psicose. Fizemos um percurso de Freud a Lacan, partindo do tratamento da histeria até a psicose. Freud não acreditava que a psicanálise pudesse tratar a psicose, ao passo que Lacan não recuou diante das dificuldades do tratamento do psicótico, que responde ao tratamento diferentemente do neurótico. E se na neurose podemos falar em amor de transferência, na psicose estamos diante da erotomania.

No segundo semestre continuaremos estudando “O amor nas psicoses” e o livro El amor en las psicosis (MILLER [Org.], 2008. Ali diversos psicanalistas do Campo Freudiano discutem casos sobre o amor transferencial e a erotomania na psicose. “El amor en las psicosis nos enseña sobre el amor en general… Ó será por último que, el sujeto psicótico no ama, sino su delirio, según lo expresado por Freud?…las psicosis pueden entonces enseñarnos mucho sobre esa locura común que es el amor y sobre la transferência.” (Palavras Preliminares in El amor en las psicosis)

E ainda, o X ENAPOL nos convoca a compartilhar nossa prática “com os amores loucos, devastadores, erotomaníacos, amores que desencadeiam e outros que enodam, que fazem suplência”. (Alejandro Reinoso, Boletim ahh?! #2 do X ENAPOL).

Coordenação: Marizilda Paulino e Perpétua Medrado Gonçalves

  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às sextas-feiras, das 16h00 às 17h30
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação

PROGRAMA

  • 06/08 – Erotomania, por Fabian Fajnwaks
    • In: Psicopatologia Lacaniana: volume 2: Nosologia. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
    • Apresentação: Maria Bernadette Pitteri
    • Coordenação: João Paulo Desconci
  • 20/08 – La Cautiva, por Carlos D. Garcia, comentário de Jean-Pierre Deffieux.
    • In: Jacques-Alain Miller El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008.
    • Apresentação: Perpétua Medrado
    • Coordenação: Rosangela Turim 
  • 03/09 – Una lógica del celibato, por Nicole Guey, comentário de Jésus Santiago
    • In: Jacques-Alain Miller El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008.
    • Apresentação: Niraldo Oliveira
    • Coordenação: Marcia Barbeito 
  • 17/09 – El amor possible, por Pierre Ebtinger, comentário de Ricardo Nepomiachi.
    • In: Jacques-Alain Miller El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008.
    • Apresentação: Daniela Afonso
    • Coordenação: Célia Chamorro 
  • 01/10 – O Caso Lol
    • In: Barbosa, M. H. A carta roubada, os três prisioneiros e o deslumbramento de Lol V. Stein. In: Revista Correio nº37 março 2002, p.16.
    • Apresentação: Maria Helena Barbosa
    • Coordenação: Cecília Branco
  • 15/10 – Pesquisa  Camile Claudel
    • Apresentação: Leny Magalhães Mrech (relatora)
    • Coordenação: Melissa Ágda da Silva 
  • 29/10 – El amor a las letras, el amor a las palabras, por Pierre Stréliski, comentário de Ricardo Seldes
    • In: Jacques-Alain Miller El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008.
    • Apresentação: Carmen Silvia Cervelatti
    • Coordenação – Maria Cristina Felizola 
  • 12/11 – Caso de Apresentação de Pacientes
    • Apresentação: Maria Noemi Araujo
    • Coordenação: Perpétua Medrado 
  • 26/11 – El amor como valdemarización del goce, por Marco Focchi,
    • comentário de Carole Dewambrechies – La Sagna
    • In: Jacques-Alain Miller El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008.
    • Apresentação: Iordan Gurgel
    • Coordenação: Bernadette Pitteri

NÚCLEO DE PSICANÁLISE E FILOSOFIA

O psicanalista é um sinthoma?

Lacan apresenta uma “nova lógica”, construída a partir daquilo que não é, da não-relação sexual. A lógica lacaniana “… passeia pela lógica desde os primórdios do pensamento ocidental (…) até a teoria dos conjuntos e, fazendo uso do quadrado das oposições aristotélico, (…) cria as fórmulas da sexuação.” (M. Bernadette S. de S. Pitteri, Carta de São Paulo – maio/junho 2012). A “nova lógica” se apresenta desenvolvida no seminário 20, mas Lacan continua e, ao esgotá-la nas fórmulas da sexuação, passa à topologia, à teoria dos nós, iniciada no Seminário 20 e aprofundada no seminário 23, o Sinthoma, que gira em torno de James Joyce e sua peculiar escrita.

Coordenação: Maria Bernadette Soares de Sant’Ana Pitteri

  • Atividade online via plataforma ZOOM, quinzenal às segundas-feiras, das 18h30 às 20h00
  •  Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção através de entrevista com a coordenação

PROGRAMA 

  • 09/08 – Lacan e Joyce – Os Heréticos.
  • 23/08– Nó Bô, suporte do sujeito. Equivalência entre Real, Simbólico, Imaginário.
  • 13/09 – Inconsciente transferencial x inconsciente real.
  • 27/09 – Joyce era louco?
  • 04/10 – Na escrita toca-se o real, não o verdadeiro.
  • 18/10 – Com o nome, Joyce compensa a carência paterna.
  • 08/11 – O sinthoma repara a cadeia borromeana.
  • 22/11 – Mulher, sintoma para um homem? Homem, o que é para uma mulher?
  • 06/12 – Verdadeiro é o que tem um sentido.
  • 13/12 – Corpo e Linguagem

NÚCLEO DE PESQUISA: PSICANÁLISE E MEDICINA

“Se em nossa conjuntura queremos encarar o último ensino de Lacan, devemos estar preparados para uma transmutação de todos os valores psicanalíticos que o próprio Lacan nos transmitiu e que temos mastigado. Esse ensino é um exercício limite nos confins da psicanálise, um exercício que, de certo modo, é o reverso, o avesso do ensino de Lacan”. (Miller, El lugar y el lazo)

Por uma clínica do falasser: sinthoma e Um-corpo

Desde o primeiro semestre de 2006 o Núcleo de Pesquisa: Psicanálise e Medicina vem trabalhando em torno do tema “O corpo em Psicanálise”, visando precisar conceitos teóricos que nos permitem abordar as manifestações no corpo identificáveis na prática clínica.

A partir de 2017, esse caminho de pesquisa nos levou a interrogar o estatuto do corpo e do sintoma a partir do último ensino de Lacan.

Para este ano, propomos aprofundar a investigação em torno dos conceitos de corpo, gozo, inconsciente e sinthoma, à luz da leitura de Miller sobre o ultimíssimo Lacan em seu Curso da Orientação Lacaniana de 2006-2007*.

Como método de trabalho, a discussão dos textos se dá na modalidade de disciplina do comentário**, intercalada com discussões de material clínico e com o debate com outros colegas da CLIPP e da EBP.

*Miller, J-A “Perspectivas do Seminário 23 de Lacan. O Sinthoma”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.
**Disciplina do comentário – trabalho sobre um texto teórico, em que dois comentadores (um coordenador e um participante) procuram extrair consequências de trechos selecionados, visando responder às questões propostas pelo tema principal.

Coordenação:  Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

  • Atividade online via plataforma ZOOM, mensal às terças-feiras, das 20h30 às 22h00
  • Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção através de entrevista com a coordenação

 PROGRAMA

  • 10/08 – Um-corpo.
    • Texto: Sétima lição (p. 106-118)
  • 14/09 – Inconsciente e sinthoma.
    •   Texto: Nona lição (p. 134-148)
  • 05/10 – Sentido e furo.
    •  Texto: Décima primeira lição (p. 168-184)
  • 09/11 – Momento de concluir.
    • Texto: Décima segunda lição (p. 185-199)
Bibliografia
Miller, J-A “Perspectivas do Seminário 23 de Lacan. O Sinthoma”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009.

NÚCLEO DE PESQUISAS EM PSICANÁLISE E ATENDIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Psicanálise e “gênero”: além da identificação

As questões de gênero envolvem campos de experiências e marcos epistêmicos distintos. O gênero não é um conceito psicanalítico, mas está presente como sintoma de nossa época e nos mobiliza enquanto psicanalistas a interpretá-lo. Sabemos que a escolha sexual não decorre de um programa biológico, já que não estamos lidando com o instinto. O sujeito se constitui a partir do Outro e é um ser de linguagem, para o qual não há forma pré-estabelecida para resolver o embaraço com seu gozo. A psicanálise tem como referências o corpo; a sexualidade; a pulsão; os objetos e o gozo.

As disrupções de gozo não se deixam apreender pelos marcos simbólicos do reconhecimento, dos significantes mestres advindos do Outro. É preciso ir além das identificações simbólicas para encontrar uma solução que englobe Um corpo e o infamiliar de cada um. O falasser goza sozinho e faz sinthoma. Como não é possível se livrar do gozo, este deve ser incluído no laço social e nos discursos.

Foi com o objeto a que Lacan incluiu no laço social essa dimensão do gozo que é comumente expulsa e depositada no semelhante. “A experiência analítica aposta num laço forjado a partir de um afrouxamento das identificações como consentimento à alteridade e à diferença absoluta do Outro em seu modo singular de gozo, sendo este um caminho inverso àquele de uma afirmação radical das identidades quanto ao modo de fazer frente à segregação.”*

Nosso projeto para este semestre é continuar o percurso da identificação (orientada por S1 cuja função estrutural é ordenar, limitar) à nomeação que inclui o sinthoma com seu modo singular de gozo.

* Antelo, M. e Gurgel, I.  (organizadores) O feminino infamiliar, dizer o indizível. Texto de Macedo, Lucíola. O gênero, discurso, sexuação. P.290.

Coordenação: Luciana Carvalho Rabelo, Maria Célia M. B. Siqueira e Maria Cristina Merlin Felizola

  • Atividade online via plataforma ZOOM, quinzenal às sextas-feiras, das 11h00 às 12h30
  • Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção através de entrevista com a coordenação

PROGRAMA

  • 13/08 – Identificação em Freud e em Lacan
    • Freud, S. A psicologia de grupo e análise do ego – capítulo VII – A identificação. Obras completas de Freud Volume XVIII. Rio de Janeiro: Imago, 2006, p. 115-120
    • Lacan, J. A identificação por ein einziger Zug. O Seminário 8 – A transferência. Rio de Janeiro: Zahar, 1991, p.333-347
  • 27/08 – A Diferença sexual
    • Santiago, J. O inconsciente e a diferença sexual: o que há de novo? Revista Curinga, n° 45, p. 80-94.
  • 10/09 – O que há de novo na diferença sexual?
    • Idem bibliografia anterior
  • 24/09 – A inquietante estranheza da sexualidade 1
    • Leguill, C. O Ser e o gênero – homem e mulher depois de Lacan. Belo Horizonte: EBP Editora, 2016.
  • 15/10 – Psicanalise e “Gênero”: Um lugar de respiração do ser
    • Idem bibliografia anterior
  • 29/10 – A diferença sexual não se inscreve no inconsciente
    • Brousse, M.H. O buraco negro da diferença sexual. Revista Cien Digital, n° 23, 2009.
  • 12/11 – Um convidado
  • 26/11 – Um caso

NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS DE PSICOPATOLOGIA E PSICANÁLISE – NEPPSI

Estudos sobre o crime: criminologia na vida cotidiana

Se o crime e a lei remontam às origens e à estrutura da civilização, a criminalidade, bem como os modos de tratá-la e puni-la, variam amplamente ao longo da história.

Na atualidade, o Brasil ocupa posição de destaque em diversos rankings da criminalidade: líder mundial em homicídios, em crimes contra LBGTs, em letalidade e morte policial, quinto em feminicídios, terceiro em roubos na AL, terceira maior população carcerária do mundo.

O debate sobre a criminalidade e seu tratamento foi o foco principal das eleições de 2018. O ‘pacote anticrime’ do governo Bolsonaro foi encaminhado pelo ex-ministro S. Moro, modificado pelo congresso e sancionado com vetos pelo PR em dezembro de 2019. O pacote promovia mudanças em 51 artigos do Código Penal e 17 leis especiais, mas não resvalava nas “causas” da criminalidade.

Um ano e meio depois, ironicamente, discute-se não apenas a criminalidade da vida cotidiana, ordinária, que persiste inabalável, mas crimes que teriam sido cometidos pelo PR e seu governo. Crimes bem singulares, extra-ordinários, mas também crimes ordinários. A lista é extensa: 3 inquéritos no STF (prevaricação, interferência na PF, fake news e atos antidemocráticos), 2 inquéritos no MP do RJ (rachadinhas dos filhos e financiamento de milícias), mais de 100 pedidos de impeachment na câmara (acusações por 23 crimes de responsabilidade) e 2 acusações no TPI de Haia (genocídio de povos indígenas e ecocídio).  A acusação mais grave é referente à responsabilidade de seu governo no desastroso enfrentamento da pandemia de covid que já resultou na morte de quase 550000 pessoas. É como se houvesse, da parte do PR, um empuxe ao crime e a prática de crimes em série.

Prosseguimos, no curso criminologia da vida cotidiana, a analisar, numa perspectiva psicanalítica, crimes ordinários e extraordinários cometidos no Brasil.

Coordenação: Ariel Bogochvol

  • Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais aos sábados, das 10h00 às 12h00
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com o coordenador

PROGRAMA

Discussão de caso nas datas:

  • 14/8
  • 28/8
  • 11/09
  • 25/09
  • 09/10
  • 30/10
  • 13/11
  • 27/11
  • 11/12
Bibliografia
Lacan, J.
A agressividade em psicanálise – Escritos – RJ – Jorge Zahar Ed.,1998.
Introdução teórica às funções da psicanalise na criminologia – Escritos – RJ – Jorge Zahar Ed.1998.
Os complexos familiares na formação do indivíduo – Outros Escritos – RJ – Jorge Zahar Ed., 2003.
Premissas a todo desenvolvimento possível da criminologia – Outros Escritos – RJ – Jorge Zahar Ed.,2003.

2021 – 1º semestre

NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E TOXICOMANIA

A toxicomania está presente no discurso analítico desde as cartas de Freud a Fliess: a protomania, a repetição masturbatória original. A sacação freudiana traz, em seu bojo, qual o lugar que a toxicomania ocupa na economia libidinal de um sujeito: satisfação tendo como agente e outro o corpo próprio. Ora, se o agente e o outro, linha superior dos laços sociais, é o si mesmo dispensado está o Outro, o código, a linguagem e um novo laço social está criado. Mais próximo, então, o sujeito está do gozo, da repetição sem criatividade, que do desejo e do para além da demanda. Um novo laço social está, deste modo, constituído. A característica deste novo laço é a hipostasia do Um, restando apenas a pragmática da busca pela droga como o que põe em cena a pálida figura do outro.

Um sujeito com essa marca pode, de um jeito – pressão dos circunstantes, ou de outro – creio que isto não vai bem, pode procurar a psicanálise. O que fazer?

Responde-se a esta pergunta descrevendo, dentro dos parâmetros do discurso analítico, o que acontece com o sujeito, aquele que surge entre dois significantes, no toxicômano (adicto, dependente químico) e demarcando o limite e a vantagem de colocar esse exilado do Outro no contexto da linguagem, do enigma e do desejo do analista.

  • Coordenação: Durval Mazzei Nogueira Filho e Angelino Bozzini
  • Atividade online via plataforma ZOOM, aula mensal aos sábados, das 9h00 às 10h30
  • Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com
  • Seleção mediante entrevista com a coordenação

Datas:

  • 22/05 – A história das drogas
  • 19/06 – A história das drogas
  • 21/08 – A leitura neurobiológica da dependência
  • 25/09 – A leitura psicanalítica clássica: Freud, Abraham, Rosenfeld, Rado, Olievenstein
  • 23/10 – A leitura psicanalítica contemporânea, desde o ensino de Lacan: Miller, Santiago, Naparstek, Sinatra, Mazzei e outros
  • 20/11 – A leitura psicanalítica contemporânea, desde o ensino de Lacan: Miller, Santiago, Naparstek, Sinatra, Mazzei e outros
Bibliografia:
Nogueira Filho, DM.  Toxicomanias. Escuta, São Paulo 1996
Nogueira Filho, DM. Abuso e dependência da maconha Tratado de Cannabis Medicinal (no prelo)
Instituto del Campo Freudiano. Sujeto, Goce y Modernidad. Fundamentos de la Clínica. Atuel – TyA (S/D)
Escola Brasileira de Psicanálise. O brilho da infelicidade. Kalimeros,  Riode Janeiro,1998.
Naparstek, F. Introducción a la clínica con toxicomanías y alcoholismo. Grama Ediciones, Buenos Aires, 2005.
Escohotado, A. Historia de las drogas (volumes 1 e 2). Alianza Editorial, Madrid, 2002
Sissa, G. O prazer e o mal. Filosofia da droga. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1996.
Os encontros ocorrerão das 9 às 10:30.
Nery Filho, A; MacRae, E; Tavares, LA; Rêgo, M; Nuñez, MA. As drogas na contemporaneidade: perspectivas clínicas e culturais.. EDUFBA:CETAD, Salvador, 2012.

 NÚCLEO DE ESTUDOS E PESQUISAS DE PSICOPATOLOGIA E PSICANÁLISE – NEPPSI

ESTUDOS SOBRE O CRIME

Se o crime e a lei remontam às origens e à estrutura da civilização, a criminalidade – sua incidência, formas preferenciais, significados – varia amplamente ao longo da história assim como os modos de tratá-la e puni-la.

Na atualidade, o Brasil ocupa posição de destaque em diversos rankings da criminalidade: líder mundial em homicídios, em crimes contra a população LBGT, em letalidade policial, na morte de policiais, quinto em feminicídios, terceiro em roubos na América Latina, terceira maior população carcerária do mundo.

O debate sobre a criminalidade e seu tratamento foi o tema principal das eleições presidenciais de 2018 e contrapôs concepções bem diferentes. Questão complexa, que envolve aspectos sociais, antropológicos, psicológicos, psiquiátricos, jurídicos, a criminalidade é objeto de estudo de diversas disciplinas.

O ‘pacote anti-crime’, proposto pelo ex-ministro da justiça S. Moro e aprovado pelo congresso em 2020 e os decretos assinados por Bolsonaro, no começo de 2021, que flexibilizam ainda mais a compra e uso de armas de fogo desconsideram inteiramente a complexidade da questão criminal. Implantam medidas simplistas, parciais, distantes das ‘causas’ da criminalidade.

Em função da pandemia da Covid 19, o tema passou para segundo plano do debate nacional, mas não perdeu sua relevância, pelo contrário.

O curso é baseado na discussão desde uma perspectiva psicanalítica de crimes que ocorrem cotidianamente no Brasil e são manchetes na mídia.

Coordenação: Ariel Bogochvol

Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais aos sábados, das 10h00 às 12h00

Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com

Seleção mediante entrevista com o coordenador

Datas:

  • 03/04 e 17/04 – criminologia na vida cotidiana
  • 15/05 e 29/05 – criminologia na vida cotidiana
  • 12/06 e 26/06 – criminologia na vida cotidiana

NÚCLEO DE PESQUISA DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO

Imagem: Escher

O INCONSCIENTE TRANSFERENCIAL E INCONSCIENTE REAL NA EDUCAÇÃO E NAS ESCOLAS

Com Freud vivenciamos a descoberta do inconsciente e de como a transferência embasa os laços sociais. Com Lacan o conceito de real veio introduzir uma nova forma de se pensar a Psicanálise introduzindo o inconsciente real. Com Miller temos mais claramente delineada as diferenças entre inconsciente transferencial e inconsciente real. Neste semestre discutiremos de que maneira os conceitos de inconsciente transferencial e inconsciente real têm aparecido na Educação e nas escolas.

Questões a serem trabalhadas ao longo do semestre: O que é o inconsciente transferencial em Freud? O que é inconsciente real em Lacan e Miller? De que maneira esses dois inconscientes têm aparecido na Educação e nas escolas.

Coordenação: Leny Magalhães Mrech

Atividade online via plataforma ZOOM, aulas quinzenais às segundas-feiras, das 16h30 às 18h00

Inscrição: psicanalise.clipp@gmail.com

Seleção mediante entrevista com a coordenadora

Datas:

  • 15/03– Freud e a descoberta do inconsciente na Educação
  • 29/03 – O inconsciente transferencial em Freud na Educação e nas escolas
  • 12/04 – O real em Lacan
  • 26/04 – O inconsciente real em Lacan na Educação e nas escolas
  • 10/05 – O inconsciente real e o sinthoma na Educação e nas escolas
  • 24/05 – O inconsciente real e a questão do gozo
  • 14/06 – O real, o sentido e o buraco
  • 28/06 – Inconsciente transferencial e inconsciente real: novas leituras na Educação
Bibliografia
LACAN, Jacques. O Seminário livro 23 – O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2007.
MILLER, Jacques-Alain. Perspectivas sobre o Seminário 23. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2009.
MILLER, Jacques-Alain – El lugar y el lazo. Buenos Aires, Paidós, 2013.

 NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE

O amor nas psicoses

O amor nas psicoses O Núcleo de Apresentação de Pacientes e Psicose, no ano passado, estudou a transferência na psicose. Fizemos um percurso de Freud a Lacan, partindo do tratamento da histeria até a psicose. Freud não acreditava que a psicanálise pudesse tratar a psicose, ao passo que Lacan não recuou diante das dificuldades do tratamento do psicótico, que responde ao tratamento diferentemente do neurótico. E se na neurose podemos falar em amor de transferência, na psicose estamos diante da erotomania.

Nesse semestre estudaremos “O amor nas psicoses” e o livro El amor en las psicosis (MILLER [Org.], 2008) nos servirá de guia. Ali diversos psicanalistas do Campo Freudiano discutem casos sobre o amor transferencial e a erotomania na psicose. “El amor en las psicosis nos enseña sobre el amor en general… Ó será por último que, el sujeto psicótico no ama, sino su delirio, según lo expresado por Freud?…las psicosis pueden entonces enseñarnos mucho sobre esa locura común que es el amor y sobre la transferência. (Palavras Preliminares in El amor en las psicosis)

E ainda, o X ENAPOL nos convoca a compartilhar nossa prática “com os amores loucos, devastadores, erotomaníacos, amores que desencadeiam e outros que enodam, que fazem suplência”. (Alejandro Reinoso, Boletim ahh?! #2 do X ENAPOL).

  • Coordenação: Marizilda Paulino e Perpétua Medrado Gonçalves
  • Horário: 16:00 às sextas-feiras quinzenalmente

Programa – 1º semestre 2021

05/03 – Abertura. MILLER, J-A. Palavras preliminares. In: El amor en las psicosis, Buenos Aires: Paidós, 2008, p.9 -12.

  • Apresentação: Marizilda e Perpétua

19/03 – MILLER, J-A. Problemas de pareja, cinco modelos. In:La pareja y el amor: Conversaciónes Clínicas con Jacques-Alain Miller en Barcelona. Buenos Aires: Paidós, 2005, p.15-20.

  • Apresentação: Marizilda e Perpétua

Dia 09/04 – – O amor louco de una mãe, por Éric Laurent. Comentário  de Sandra Grostein. In: Opção Lacaniana nº36, 2003, p.20-25.

  • Apresentação: Sandra Grostein
  • Coordenação: Perpétua Medrado

Dia 23/04 – – Amor.  Silvia Salman. In: Scilicet: As psicoses ordinárias e as outras – sob transferencia. São Paulo: EBP, 2018, p. 51-53.

  • Apresentação: João Paulo Desconci

Dia 07/05(1955-1056) LACAN, J. Capitulo XX O apelo, a alusão. In: Seminário 3 As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1988, p.281-291.

  • Apresentação: Maria Cristina Felizola
  • Coordenação: Maria Bernadette Pitteri

Dia 21/05 – “Caso Corinne: Lacan e a apresentação de um paciente transgênero”. In: Lacan, J. (1976/1996): “Sur l’ identité sexuelle: à propos du transsexualisme” Ecole de la Cause Freudienne (Ed.), Le discours Psychanalytique (pp. 312-350)

  • Apresentação: Eliane Costa Dias
  • Coordenação:   Eliane Kogut

Dia 11/06. As surpresas do amor. por Thierry Vigneron. Comentário de: Bernardino Horne. In: Opção Lacaniana nº36, 2003, p.39-46.

  • Apresentação: Rosangela C. Castro
  • Coordenação:  Marizilda Paulino

 Dia 25/06 – Usos Del amor psicótico y su tratamiento en la cura: el caso Amador, por Enric Berenguer, Gradiva Reiter. In: La pareja y el amor, 2003, p. 318-351.

  • Apresentação: Ana Martha Wilson Maia
  • Coordenação: Maria Noemi Araujo

 NÚCLEO DE PESQUISAS EM PSICANÁLISE E ATENDIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

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O que fazemos com a diferença sexual?

‘A anatomia é o destino”, foi assim que Freud colocou a questão da identidade sexual. Para ele o complexo de Édipo e o falo poderiam solucionar o que a natureza definiu. Mas, estes não foram suficientes e a cada época é preciso inventar novas soluções para a questão.

Em que momento se dá a “escolha forçada” com relação à sexualidade?

Lacan também contribuiu muito com o tema quando afirmou: “o ser sexuado se autoriza por si mesmo e de alguns outros.”

Como se daria esta autorização?

Hoje a teoria e os estudos de gêneros colocam a diferença sexual como uma questão política, já que as diversas identidades sexuais e de gêneros buscam uma nova civilidade sexual.

Esta é a nossa proposta de trabalho para o Núcleo neste semestre, pois o tema é imprescindível para clínica na atualidade. Esperamos vocês!

Coordenação: Célia M. B. Siqueira, Luciana Carvalho Rabelo, Maria Cristina Merlin Felizola

Atividade online via plataforma ZOMM, quinzenal às sextas-feiras, das 11h00 às 12h30

Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com

Seleção através de entrevista com a coordenação

Datas:

  • 05/03 e 26/03 – Freud e a sexualidade infantil
  • 09/04 e 30/04 – A sexualidade infantil na 1ª Clínica de Lacan
  • 14/05 e 28/05 – A sexualidade na 2ª Clínica de Lacan
  • 11/06 e 25/06 – Semblantes

NÚCLEO DE PSICANÁLISE E FILOSOFIA

Imagem: instagram@artsheep

Imagem: instagram@artsheep

“LACAN NA FILOSOFIA E NA PSICANÁLISE – RELAÇÃO COMPLEXA ENTRE AMOR E GOZO”

“O Seminário XX é, certamente, um dos mais ricos e densos de Jacques Lacan, o que nos causa a trabalhar no detalhe, optando por um fio temático, sem jamais desconsiderar os temas emergentes como, gozo, amor, relação sexual, gozo fálico, Outro, fórmulas da sexuação, inconsciente estruturado como linguagem, ser falante …

Levando em conta os muitos caminhos a que este seminário conduz, o diálogo heurístico com Aristóteles, sua lógica e sua ética, que o percorre, é um percurso fecundo.

Como pensar o que há de comum entre Lacan e Aristóteles? O que atrai Lacan em Aristóteles? Talvez a constante pesquisa, sempre em andamento, sem recuar diante dos tropeços e impasses a que ela conduz.

Coordenação: Maria Bernadette Pitteri e Paula Caio de Carvalho

Atividade online via plataforma ZOOM, quinzenal às segundas-feiras, das 18h30 às 20h00

Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com

Seleção através de entrevista com a coordenação

Datas:

  • 08/03 – As fórmulas da sexuação permitem a leitura da proliferação de gêneros na atualidade?
  • 22/03 – O Saber e A Verdade no Discurso Analítico
  • 05/04 – O Barroco e a regulação da alma através da escopia corporal
  • 19/04 – Questão de Alma em Aristóteles, para Lacan
  • 03/05 – Sujeito X Metalinguagem
  • 17/05 – “Peço que recuses o que te ofereço, porque não é isso”
  • 31/05 – Rodinhas de Barbante – Nó Borromeano
  • 07/06 – Saber e enigma
  • 21/06 – A Hipótese do Sujeito suportado pelo Ser Falante
Bibliografia
Lacan, J., O Seminário livro 20: Mais Ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985
LACAN, Jacques. O Seminário livro 23 – O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2007.
Miller, Jacques-Alain. Perspectivas sobre o Seminário 23. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2009.
Aristóteles, Organon. Edipro, 2ª ed., 2010
Aristoteles, De L’Ame (De Anima). Tradução: J. Tricot, Paria, Ed. J. Vrin, 1959.
Aristóteles, Ética a Nicômaco. São Paulo: Os pensadores – Nova Cultural, 1987

NÚCLEO DE PESQUISA: PSICANÁLISE E MEDICINA

Por uma clínica do falasser: sinthoma e Um-corpo

“Se em nossa conjuntura queremos encarar o último ensino de Lacan, devemos estar preparados para uma transmutação de todos os valores psicanalíticos que o próprio Lacan nos transmitiu e que temos mastigado. Esse ensino é um exercício limite nos confins da psicanálise, um exercício que, de certo modo, é o reverso, o avesso do ensino de Lacan”. (Miller, El lugar y el lazo)

Desde o primeiro semestre de 2006 o Núcleo de Pesquisa: Psicanálise e Medicina vem trabalhando em torno do tema “O corpo em Psicanálise”, visando precisar conceitos teóricos que nos permitem abordar as manifestações no corpo identificáveis na prática clínica.

A partir de 2017, esse caminho de pesquisa nos levou a interrogar o estatuto do corpo e do sintoma a partir do último ensino de Lacan.

Para este ano, propomos aprofundar a investigação em torno dos conceitos de corpo, gozo, inconsciente e sinthoma, à luz da leitura de Miller sobre o ultimíssimo Lacan em seu Curso da Orientação Lacaniana de 2006-2007[1].

Coordenação:  Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

Atividade online via plataforma ZOMM, mensal, às terças-feiras, das 20h30 às 22h00

Inscrições: psicanalise.clipp@gmail.com

Seleção através de entrevista com a coordenação

Datas:

  • 09/03 – O traumatismo freudiano e a dizência lacaniana
  • 06/04 – Verdade, real e impossível
  • 04/05 – Historicização
  • 08/06 – Invenção do real
Bibliografia:
¹ Miller, J-A “Perspectivas do Seminário 23 de Lacan O Sinthoma”. RJ: Jorge Zahar Ed., 2009

2020 – 2º semestre

NEPPSI- Núcleo de Ensino e Pesquisas de Psicopatologia e Psicanálise

Estudos sobre o crime – on line

Em função das circunstâncias, nos concentramos nos crimes paranóicos, supostamente cometidos por um governo paranóico. Com a ressalva de que tanto paranóicos como não-paranóicos cometem crimes e de que os crimes que imputamos a um governo paranóico podem ser cometidos por governos de outros estilos. O estilo paranóico tem, contudo, seus traços distintivos. Infeliz coincidência que, no meio de uma pandemia mortífera, estejamos sob sua regência e experimentemos seus efeitos. Testemunhamos, ao vivo, os discursos, atos, ações, omissões de um governo que é simultaneamente um caso político, um caso clínico e um caso criminal. E que, sob todos os aspectos, é um caso extraordinário.

Reuniões a cada 2 semanas, sábados, das 10-12 h, por zoom

  • Agosto: 15 e 29
  • Setembro: 12 e 26
  • Outubro: 10 e 24
  • Novembro: 14 e 28
  • Dezembro: 12

Coordenação: Ariel Bogochvol


NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE

(…), parece-me impossível eliminar do fenômeno da transferência o fato de que ela se manifesta na relação com alguém a quem se fala.*

O Núcleo de Pesquisa e Leitura sobre Apresentação de pacientes e Psicose se dedicará, neste ano de 2020, ao estudo da Transferência na Psicose – de Freud a Lacan.

A transferência, conceito capital da psicanálise, tem na psicose um amplo campo de estudo. Desde Freud a sua presença e manejo têm sido estudadas e Lacan nos fornece novas possibilidades de entendimento e de atuação.

O Núcleo se reunirá quinzenalmente às sextas-feiras, das 16:00 às 17:30, na sede da CLIPP, à Rua Cardoso de Almeida, 60, cj. 113.

O primeiro encontro deste semestre será no dia 14/08/2020 e seguiremos com a leitura do Livro: A transferência no campo da psicose: uma questão, de Maria Silvia García Hanna.

O material de leitura estará disponível com a Dolores para os já inscritos no Núcleo.

Os novos interessados em participar do Núcleo deverão entrar em contato com as coordenadoras para uma entrevista.
Marizilda Paulino (marizildapaulino@gmail.com) Perpétua Medrado Gonçalves ( pmedrado@hotmail.com)

As datas programadas para este semestre são:

  • Agosto: 14, 28
    Setembro: 11, 25
    Outubro: 09, 23
    Novembro: 06, 27

NÚCLEO DE PESQUISAS EM PSICANÁLISE E ATENDIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA CLIPP

Tema do semestre: O adolescente e o Unheimliche

Kierkegaard – E a Conexão entre Angústia e Pertencimento – JRM

Neste módulo em continuidade ao semestre anterior, onde trabalhamos a adolescência e os conceitos como passagens ao ato, errâncias e suicídio, retomaremos as condutas de risco pertinentes a este momento onde os jovens têm de lidar com um excesso de angústia.

Iniciaremos nossos estudos com o texto O Estranho de Freud, para trabalhar a relação da angústia com o infamiliar e a adolescência. Este texto nos levou a questionar o que a angústia tem a ver com o estranho e familiar?

Para tanto nos serviremos de discussões de casos, entre elas, o caso de Gide trabalhado por Lacan, onde se dá a explicitação de seu modo de gozo e o prolongamento de sua adolescência, observações comuns na clínica atual.

Enquanto psicanalistas na clínica com crianças e adolescentes, nosso lugar não é o de guardiões da moral e nem representantes libertários, mas daquele capaz de promover a busca do mais particular de cada sujeito.

Os interessados em participar do Núcleo devem entrar em contato com uma das coordenadoras para agendar uma entrevista.

Periodicidade: Quinzenal, sextas-feiras – das 11:00h as 12:30h – on-line

Informações: Na CLIPP – Tel: 3864.7023, com Dolores. Rua Cardoso de Almeida, 60 – Cj. 111 – Perdizes – São Paulo

Coordenação:

  • Célia M. B. Siqueira – Tel.: 11-99369.5774
  • Luciana Carvalho Rabelo – Tel.: 11-98758.8484
  • Maria Cristina Merlin Felizola – Tel.: 15-99106.9186

Datas dos encontros do 2° semestre de 2020:

  • Agosto: 14 e 28
  • Setembro: 11
  • Outubro: 09 e 23 e 25
  • Novembro: 06 e 20
Bibliografia para agosto:
“O Estranho”. Obras Completas Freud. Edição Standard Brasileira, RJ: Imago. 1996. Vol. XVII p.235
Bibliografia geral:
“O Estranho”. Obras Completas Freud. Edição Standard Brasileira, RJ: Imago. 1996. Vol. XVII p.235
Miller, J-A. Extimidade. Buenos Aires: Paidós, 2010.
Lacan, J. “A Juventude de Gide ou a Letra e o Desejo”. In. Os Escritos. RJ: Zahar, 1998
Lacan, J. O Seminário, Livro 10. Angustia. RJ: Zahar, 2005.
Lacan, J. O Seminário, Livro 6. O Desejo e sua Interpretação. cap.26. “A Função do Splitting
na perversão” pg. 494 a 500. RJ: Zahar, 2016.
Furman, M. “Unheinlich” in. Scilicet “Os Objetos a na Experiência Psicanalítica”. RJ: Contra Capa Livraria, 2008
Revista do Ceredá do 5º Encontro dos Nucleos da Nova Rede Cereda Brasil. Pg.94 a 103 e 115 a 117. Culturama, 2016.

NÚCLEO DE PESQUISAS PSICANÁLISE E MEDICINA – 2° SEMESTRE/2020

Tema: O Corpo no último ensino de Lacan: gozo, letra e sinthoma.

Para este ano, nos propomos a aprofundar a articulação entre corpo, letra e sinthoma.

No primeiro semestre, exploramos estes conceitos a partir da articulação com a escrita e a literatura chinesa. Neste segundo semestre, seguimos trabalhando o texto Lituraterra à luz do último ensino de Lacan.

  • 11/Agosto – Lituraterra.
  • 08/Setembro – Lituraterra.
  • 06/Outubro – Sinthoma e corpo: variações e invenções.
  • 10/Novembro – A carta roubada e a letra.
  • 01/Dezembro – A carta roubada e a letra (continuação)

Coordenação: Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

Terças-feiras (reuniões mensais, via plataforma Zoom)
Horário: 20h30 às 22h00
Início: 11 de agosto
Solicitação de participação mediante entrevista com a coordenação.

Bibliografia:
Lacan, J. Lituraterra [1971]. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p.15-25.
Laurent, É. A carta roubada e o voo sobre a letra. Revista Curinga, n° 65, p. 61-91.
Miller, J-A. El ultimíssimo Lacan. Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller (2006-2007). Buenos Aires: Paidós, 2012.

CLIPP – NÚCLEO DE PSICANÁLISE E FILOSOFIA – 2º SEMESTRE 2020

Imagem: Instagram @ampartstudio (trabalho: Anne Marie Price 2017)

Imagem: Instagram @ampartstudio (trabalho: Anne Marie Price 2017)

UMA QUESTÃO DE AMOR – DO DESEJO AO GOZO

A pandemia que assola a humanidade chega em tempos cruciais, acrescentando-se ao esgarçamento da metáfora paterna e aos abalos sofridos pelo falocentrismo. A sexualidade humana sofre mutações ao sabor das mudanças das civilizações e dos acontecimentos; as novas parcerias amorosas e sexuais sinalizam esse fato, apresentando formas nunca dantes pensadas. Nesse contexto, as “fórmulas da sexuação” presentes no Seminário 20 (Mais ainda, Encore, Em Corps), criadas por Lacan e fruto de apurado raciocínio lógico, ainda são eficazes para pensar a época e as questões amorosas, para pensar as diferentes soluções encontradas pelos seres humanos para alojar seu mal-estar?

Programa:

  • 24/08 – “O Gozo é aquilo que não serve para nada”.
  • 31/08 – “O significante é o fundamento da dimensão do simbólico”.
  • 21/09 – “O que se produz num discurso por efeito da escrita”.
  • 05/10 – “O Gozo do Outro não é signo do amor”.
  • 26/10 – “A realidade é abordade com os aparelhos de gozo”.
  • 09/11 – “Não há A mulher – por sua essência ela não é toda”.
  • 23/11 – “Fórmulas da sexuação – quem quer que seja ser falante se inscreve de um lado ou de outro”.

Encontros às segundas feiras das 18:30 às 20h

Coordenação: Maria BernadetteSoares de Sant’Ana Pitteri e Paula Christina V. Caio de Carvalho


CLIPP – CLÍNICA LACANIANA DE ATENDIMENTO E PESQUISAS EM PSICANÁLISE

NUPPE – NÚCLEO DE PESQUISA DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO

2020 – 2º Semestre

DO CORPO-IMAGEM AO CORPO DO FALASSER: MODIFICAÇÕES NA EDUCAÇÃO TRAZIDAS PELA PANDEMIA DO CORONA VÍRUS

A Psicanálise nasceu do encontro de Freud com o corpo histérico. O que possibilitou que ele explicitasse a disjunção entre o organismo e o corpo. Posteriormente esses aprofundamentos o conduziram à hipótese do inconsciente em relação às palavras dos pacientes que marcam o corpo. O corpo histérico é um corpo que fala. A histeria mostrando que o significante, a palavra afeta o corpo. E o corpo, além disso, goza.

Lacan inicia sua transmissão através do eixo narcisismo e corpo. O corpo como imagem. O corpo do estágio do espelho. O corpo capturado pela rede de significantes.

Lacan vai do conceito de sujeito ao conceito de falasser. O falasser e o seu corpo. O Falasser e o inconsciente.

A partir dos conceitos teóricos de Freud e Lacan serão trabalhados os sintomas atuais presentes na Educação e sua relação com a pandemia do Corona Vírus.

PROGRAMAÇÃO DO NÚCLEO

  • 10 de Agosto de 2020 – Freud e o corpo histérico.Os Complexos Familiares, o Corpo-Imagem e a Educação
  • 14 de Setembro – Narcisismo e Estágio do Espelho: seus efeitos nos corpos na Educação.
  • 28 de Setembro – O corpo falante e a rede de significantes. Novos sintomas na Educação.
  • 19 de Outubro – O corpo falante da criança e a Educação
  • 26 de Outubro – O corpo falante do adolescente e a Educação
  • 16 de Novembo – O corpo do falasser na Educação na pandemia do Corona Vírus

Coordenação Geral
Leny Magalhães Mrech

CURSO ON LINE FEITO ATRAVÉS DO ZOOM.

Frequência
Segue o calendário acima.

Horário: das 16:30 às 18:00 horas.

Início
10 de Agosto de 2020.

Inscrição: gratuita

Entrevista
mediante contato com leny.mrech@gmail.com

2020 – 1º semestre

NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE

(…), parece-me impossível eliminar do fenômeno da transferência o fato de que ela se manifesta na relação com alguém a quem se fala.*

O Núcleo de Pesquisa e Leitura sobre Apresentação de pacientes e Psicose se dedicará, neste primeiro semestre de 2020, ao estudo da Transferência na Psicose – de Freud a Lacan.

A transferência, conceito capital da psicanálise, tem na psicose um amplo campo de estudo. Desde Freud a sua presença e manejo têm sido estudadas e Lacan nos fornece novas possibilidades de entendimento e de atuação.

O Núcleo se reunirá quinzenalmente às sextas-feiras, das 16:00 às 17:30, na sede da CLIPP, à Rua Cardoso de Almeida, 60, cj. 113.

O primeiro encontro deste semestre será no dia 06/03/2020 e  começaremos a discussão a partir do texto Transferencia y psicosis, de Pablo Fridman, in Escuchar las psicosis, p. 157, Grama Ediciones, 2009.

O material de leitura estará disponível com a Dolores a partir do dia 27/02 para os já inscritos no Núcleo.

Os novos interessados em participar do Núcleo deverão entrar em contato com as coordenadoras para uma entrevista.

Marizilda Paulino (marizildapaulino@gmail.com)
Perpétua Medrado Gonçalves ( pmedrado@hotmail.com)

As datas programadas para este semestre são: Março: 06 e 27;  Abril: 03 e 24;   Maio: 08 e 22;  Junho: 05 e 19 

Bem vindos ao ano de 2020!
Marizilda Paulino
Perpétua Medrado Gonçalves

 *LACAN, J.  (1960-1961) O Seminário 8: a transferência. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1992, p. 177.

Núcleo de Pesquisas em Psicanálise e Atendimento de Crianças e Adolescentes na Clipp

Tema do semestre: Errâncias, passagem ao ato e suicídio na adolescência

Kierkegaard – E a Conexão entre Angústia e Pertencimento – JRM

A Adolescência por si só já é um período em que o jovem está em profundas transformações, necessitando referências que possam, como diz Lacadê, “despertar a vontade de viver e oferecer a sustentação e os pontos de apoio necessários(…)”

Por outro lado, com a queda dos ideais, o abandono das identificações parentais e o gozo indizível se presentificam na estranheza com o próprio corpo. São convocados a uma posição na partilha entre os sexos, e no encontro com este real são tomados de angustia e a solidão.

Então a toxicomania, a delinquência, o suicídio e suas tentativas, distúrbios alimentares, adesão a uma seita e errância são condutas que temos encontrado em jovens neste período da vida.

Philippe Lacadée recorreu a Victor Hugo e tal como este definiu a adolescência como “ a mais delicada das transições”, um momento onde é preciso fazer muitas reatualizações.

O estudo da adolescência na atualidade pode contribuir muito para nossa clínica, pois suas invenções podem nos ensinar o que fazer neste novo mundo, quando somos convocados a um trabalho visando a particularidade de cada sujeito.

Os interessados em participar do Núcleo devem entrar em contato com uma das coordenadoras para agendar uma entrevista.

Periodicidade: Quinzenal, sextas-feiras – das 11:30 as 13:00h

Encontros: 13/03, 27/03, 17/04, 08/05, 22/05, 05/06 e 26/06

Local: R. Cardoso de Almeida, 60 – cj. 111 – Perdizes – São Paulo. Informações: Na Clipp, c/ Dolores

Coordenação: Célia M. B. Siqueira–Tel.: 11-99369.5774. M. Cristina M. Felizola– Tel.: 15-99106.9186 e Luciana C. Rabelo- Tel.: 11-98758.8484


Núcleo de Pesquisa: Psicanálise e Medicina – 1° semestre/2020

Tema: O Corpo no último ensino de Lacan: gozo, letra e sinthoma

Desde o primeiro semestre de 2006 esse núcleo vem trabalhando em torno do tema “O corpo em Psicanálise”, visando precisar conceitos teóricos que nos permitem abordar as manifestações no corpo identificáveis na prática clínica.

A partir de 2017, esse caminho de pesquisa nos levou a interrogar o estatuto do corpo na clinica psicanalítica a partir do último ensino de Lacan. O que significa pensar o diagnóstico na segunda clínica de Lacan, ancorada no enlaçamento entre o real, o simbólico e o imaginário? Qual o estatuto e o manejo do corpo na direção de um tratamento analítico?

Em 2019, seguimos nossa pesquisa percorrendo detidamente as elaborações de Éric Laurent em seu curso O avesso da biopolítica: uma escrita para o gozo1.

Para este ano, nos propomos a aprofundar a articulação entre corpo, letra e sinthoma.

Trabalharemos o texto lacaniano Lituraterra (1971)2, à luz da leitura de Miller em seus seminários Piezas Sueltas (2004-2005)3 El ultimíssimo Lacan (2006-2007)4 e da interlocução com a escrita e a literatura chinesa.

Coordenação: Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

  • Terças-feiras (quinzenal), de 20h30 às 22h00
  • Sede da CLIPP – Rua Cardoso de Almeida, 60, conjunto 111/113
  • Início: 24 de março
  • Solicitação de participação mediante entrevista com a coordenação.

Coordenação
Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

1 Laurent, É. O avesso da biopolítica. Uma escrita para o gozo. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016.

2 Lacan, J. Lituraterra [1971]. Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p.15-25.

3 Miller, J-A. Piezas sueltas. Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller (2004-2005). Buenos Aires: Paidós, 2016.

4 Miller, J-A. El ultimíssimo Lacan. Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller (2006-2007). Buenos Aires: Paidós, 2012.

NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E FILOSOFIA

O SUJEITO EM QUESTÃO

Quando Descartes introduz o sujeito da razão, introduz também a questão do sujeito do conhecimento. Em psicanálise, como falar do  sujeito? Lacan em “A Subversão do sujeito e Dialética do Desejo no Inconsciente Freudiano”, diz que “… o sujeito só se constitui ao se subtrair (da cadeia significante) e ao descompletá-la essencialmente, por ter, ao mesmo tempo, que se contar ali e desempenhar uma função apenas de falta” (p. 821). Mistério? O sujeito é representado entre dois significantes; está dentro e fora ao mesmo tempo?
A formação do sujeito na Psicanálise lembra o Paradoxo de Russel: um catálogo ao nomear seus componentes não pode nomear-se a si mesmo, pois incluir-se-ia aí e exigiria outro catálogo, o que levaria a um regresso ao infinito. Colocar o catálogo nomeador fora da relação dos nomeados não resolve o paradoxo, mas permite operar.
O sujeito na psicanálise seria um paradoxo? Propomos aprofundar a questão do sujeito neste semestre, trabalhando com Lacan no “Seminário 11” e em “A Subversão do Sujeito”.

  • Datas: Março: 9/23; Abril : 6/20; Maio: 4/18; Junho: 1/15/29.
  • Horário: segundas-feiras, das 18h30 às 20h00.
  • Local: CLIPP – Sala 111, Rua Cardoso de Almeida, 60.

Coordenação: M. Bernadette S. de S. Pitteri e Paula C. V. Caio de Carvalho
Informações com Dolores – Fone: 3864 7023


NUCLEO DE ENSINO E PESQUISAS DE PSICOPATOLOGIA E PSICANÁLISE – NEPPSI – ESTUDOS SOBRE O CRIME

Coordenação: Ariel Bogochvol

O crime, o criminoso e a criminalidade interessam vivamente à psicanálise. Embora Freud não tenha tratado de criminosos e até contra-indicasse a aplicação da psicanálise nesses casos, a análise de crimes e criminosos ocupou um lugar fundamental em sua obra. Da galeria dos criminosos freudianos fazem parte personagens célebres como Édipo, Hamlet, Karamazov e também personagens anônimos como os membros da horda primitiva, o neurótico comum, os que cometem crimes por sentimento de culpa.

Para Freud, há um crime primordial, mítico, universal – o assassinato do pai primevo pela horda primitiva numa luta pelo acesso às mulheres – que funda a sociedade e a cultura. De forma análoga, as tendências parricidas e incestuosas do complexo de Édipo são constituintes do sujeito. A criminalidade é, assim, um traço estrutural da sociedade e a potencialidade criminosa um traço estrutural do sujeito. Mas, o que faz com que a potencialidade criminosa se transforme, efetivamente, em ato criminoso?

  • Atividades: módulo de estudos, discussões de casos, atendimentos, apresentação de pacientes
  • LocalCLIPP (CAEF-CAISM V. Mariana)
  • Início: sábado – 21/03/2020 – 10h00 – CLIPP: Rua Cardoso de Almeida, 60 cj. 113 – Perdizes – São Paulo
  • Periodicidade: Quinzenal
  • Seleção: entrevista e currículo – agendar arielb@uol.com.br
  • Informações: secretaria da CLIPP – (11) 3864-7023 – Site CLIPP: www.clipp.org.br

COORDENAÇÃO: Ariel Bogochvol


NÚCLEO DE PESQUISA DE PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO DA CLIPP (NUPPE-CLIPP)

2019 – 2º semestre

BIOPOLÍTICA E O CORPO NO ÚLTIMO ENSINO DE LACAN

“A biopolítica submete o corpo a golpes de imagens e de slogans, mas este sempre escapa às identificações prontas para revesti-lo. O gozo o transborda, o surpreende, o traumatiza e a psicanálise o acolhe pelo que fala desse encontro traumático” (É. Laurent, 2016)

Na época do Outro que não existe, do império das tecnociências e da virtualidade das relações, quais os efeitos das novas formas de disciplinarização dos corpos e do empuxo à múltiplas vias de gozo?

Neste ano, seguimos nossa pesquisa em torno do estatuto do corpo no último ensino de Lacan. Para tanto, optamos pelo trabalho de leitura e disciplina do comentário das elaborações de Éric Laurent em seu curso ‘O avesso da biopolítica: uma escrita para o gozo’. O trabalho sobre o texto é entremeado pela discussão de casos clínicos e projetos de pesquisa.

Coordenação
Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos

  • Frequência: Terça-feira (quinzenal), de 20h30 às 22h00
    Início: 13 de Agosto de 2019
    Inscrição: mediante contato com a coordenação
Referência principal:
Laurent, É. O avesso da biopolítica. Uma escrita para o gozo. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2006.
Complementar:
Lacan, J. Seminário livro 23: O Sinthoma (1975-76). Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
_______ Joyce, o sintoma. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 560-566. Laurent, É. O avesso da biopolítica. Uma escrita para o gozo. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2006.
_______ O traumatismo do final da política e das identidades. Opção Lacaniana online, ano 9, nº 25 e 26, março e julho de 2018.
Miller, J-A. Todo el mundo es loco. (Los cursos psicoanalíticos de Jacques-Alain Miller 2007-2008). Buenos Aires: Paidós, 2015.
________ Perspectivas do seminário 23 de Lacan. O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
________ Ler um sintoma (2008). Disponível in:
http://ampblog2006.blogspot.com.br/2011/08/jacques-alain-miller-ler-umsintoma.html
Philippi, Jeanine N., A imitação estética daquilo que já se anuncia como desastre…
(Conferência proferida durante evento da EBP-SC em 2018). Texto cedido pela autora.

NÚCLEO DE PESQUISA E LEITURA SOBRE APRESENTAÇÃO DE PACIENTES E PSICOSE 2019

“Para que a psicose se desencadeie, é preciso que o Nome-do-Pai,  verworfen, foracluído, isto é, jamais advindo no lugar do Outro, seja ali invocado em oposição simbólica ao sujeito…” In: Escritos, p.584.
Temos aqui a primeira formalização teórica da psicose desencadeada.
Lacan constrói uma clínica binária, descontinuísta, baseada na presença (Behajung) ou ausência (Verwerfung) do significante Nome-do-Pai.

Partindo da teoria da foraclusão do Nome-do-Pai, podemos acompanhar o desenvolvimento feito por Lacan no texto “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose” (1957-1958), o que acontece depois do desencadeamento e o que pensar nas possíveis estabilizações frente à invasão do grande Outro. A primeira formalização a respeito da psicose em Lacan tem como paradigma o caso Schreber.
Nesse semestre, o Núcleo de AP pretende se debruçar na leitura do texto “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”, (dez. 1957- jan.1958).

O Núcleo de Pesquisa e Leitura sobre Apresentação de Pacientes e Psicose continua a marcar, com seu ritmo quinzenal, um caminho feito de um constante debruçar sobre a leitura e a pesquisa em psicanálise, na esperança de que questões sobre as Psicoses possam ser trabalhadas.

Os eixos temáticos em torno dos quais giram os textos e a pesquisa são a foraclusão, o desencadeamento, os esquemas R e I, a clínica binária, a clínica atual.

Bem vindos!
Marizilda Paulino
Perpétua Medrado

As reuniões do Núcleo de Pesquisa e Leitura sobre Apresentação de Pacientes e Psicose acontecem às sextas-feiras, das 16:00 às 17:30 na sede da CLIPP, à Rua Cardoso de Almeida, nº 60, conj. 113.
Para participar não é necessário ter frequentado o 1º semestre.
Datas: Agosto: 02, 16 e 30; Setembro: 27; Outubro: 04 e 18; Novembro: 01 e 29.

NÚCLEO DE PSICANÁLISE E FILOSOFIA – 2° SEMESTRE/2019

Tema: A FILOSOFIA NOS ESCRITOS DE LACAN
UM ESTUDO DOS CONCEITOS VEICULADOS NOS ESCRITOS.

A filosofia, desde seus primórdios, buscou entender as condições de possibilidade do conhecimento humano, vivenciou o paulatino desprendimento de ramos do saber; das matemáticas à psicologia e, recentemente, da psicanálise. No entanto, a filosofia parece sempre servir como epistemologia de base, garantindo o raciocínio lógico necessário ao desenvolvimento de conceitos específicos a cada ciência.

Faz-se necessário considerar que psicanálise e filosofia são discursos diferentes, e apresentam uma tensão de origem: psicanálise se constrói com a descoberta do inconsciente, ao passo que filosofia está associada à ideia da vida psíquica racional e consciente.

A relação de Freud com a filosofia é polêmica, aparecendo como desejo e recusa ao mesmo tempo, mas pode-se dizer que há quase fascinação em Lacan; ele recorre constantemente a filósofos e suas teorias, como apoio a conceitos psicanalíticos desenvolvidos durante uma vida de prática analítica. Há várias tentativas de sua parte em dialogar com a filosofia, através de contemporâneos como Sartre, Merleau-Ponty, Kojève, Hyppolitte, Ricoeur, os (então jovens) filósofos da “Escola Normal Superior”, além de, naturalmente, filósofos clássicos.

A proposta do Núcleo de Filosofia neste semestre é examinar conceitos psicanalíticos veiculados nos Escritos de Lacan, em sua relação com diferentes filósofos e suas teorias.
Iniciaremos com o diálogo de Lacan com Platão, trabalhando conceitos relacionados à fantasia, agalma, objeto a.

COORDENAÇÃO

  • LOCAL: Rua Cardoso de Almeida, 60 – conjunto 111.
  • DATA DE INÍCIO: 19/8/2019 – quinzenal, segundas-feiras.
  • HORÁRIO: 18h30.
  • COORDENAÇÃO: M. Bernadette S. S. Pitteri e Paula C.V. Caio de Carvalho.
  • BIBLIOGRAFIA: Lacan, J. Escritos; Platão, O Banquete.

Observação: A Bibliografia completa será fornecida no decorrer dos encontros

2019 – 1º semestre

NÚCLEO DE PESQUISA EM PSICANÁLISE E FILOSOFIA – 2019 – 1º SEMESTRE

O GOVERNO DOS HOMENS E O IMPOSSÍVEL DE GOVERNAR
O JOGO DAS PAIXÕES NA DEMOCRACIA

“Não digo ‘a política é o inconsciente’ mas simplesmente ‘o inconsciente é a política’”.

Lacan, em “A lógica da fantasia”, define o inconsciente pela política. Tomando este mote como pano de fundo para a pesquisa do Núcleo de Psicanálise e Filosofia neste semestre, propomos estudar o governo dos homens e a crise onipresente em tais governos, questão que engloba inconsciente e política. Abordaremos, em particular, a democracia e seus percalços em nosso mundo globalizado.
Política e inconsciente, tema enraizado no ensino de Lacan desde seus primórdios, segundo Miller, radicaliza a ideia do Witz (chiste) como processo social, pois é assim que Freud justifica a articulação do sujeito do inconsciente ao Outro, a estrutura de linguagem que nos atravessa. Sendo o inconsciente estruturado como uma linguagem, o “discurso do Outro”, implica no laço social e permite a transferência e a experiência da Psicanálise. Mais ainda, o inconsciente neste sentido é transindividual, arrancado de uma esfera solipsista e colocado na pólis. Não se trata do inconsciente real, de final de análise, mas do inconsciente com o qual lidam os povos e seus governos. É a este inconsciente que nos propomos interrogar.

  • DATAS: 1º semestre de 2019: 12/3 – 26/03 – 9/4 – 23/4 – 7/5 – 21/5 – 4/6 – 18/6
  • HORÁRIO: Das 12h00 às 13h30
  • LOCAL: CLIPP – Rua Cardoso de Almeida, 60 – conjunto 113.
  • COORDENAÇÃO: M. Bernadette S. de S. Pitteri e Paula Caio
  • INFORMAÇÕES: 38610013 (falar com Goreth)

Apresentação do Núcleo de Apresentação de Paciente e Psicose 2019

“Para que a psicose se desencadeie, é preciso que o Nome-do-Pai,  verworfen, foracluído, isto é, jamais advindo no lugar do Outro, seja ali invocado em oposição simbólica ao sujeito…” In: Escritos, p.584.
Temos aqui a primeira formalização teórica da psicose desencadeada.
Lacan constrói uma clínica binária, descontinuísta, baseada na presença (Behajung) ou ausência (Verwerfung) do significante Nome-do-Pai.
Partindo da teoria da foraclusão do Nome-do-Pai, podemos acompanhar o desenvolvimento feito por Lacan no texto “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose” (1957-1958), o que acontece depois do desencadeamento e o que pensar nas possíveis estabilizações frente à invasão do grande Outro. A primeira formalização a respeito da psicose em Lacan tem como paradigma o caso Schreber.
Este semestre, o Núcleo de AP pretende se debruçar na leitura do texto “De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose”, (dez. 1957- jan.1958).
O Núcleo de Pesquisa e Leitura sobre Apresentação de Pacientes e Psicose continua a marcar, com seu ritmo quinzenal, um caminho feito de um constante debruçar sobre a leitura e a pesquisa em psicanálise, na esperança de que questões sobre as Psicoses possam ser trabalhadas.
Os eixos temáticos em torno dos quais giram os textos e a pesquisa são a foraclusão, o desencadeamento, os esquemas R e I, a clínica binária, a clínica atual.
Desejamos aos que chegam agora, aos que estão na CLIPP e aos que  já terminaram seu curso, mas que estão entre nós, um produtivo ano de trabalho.

Bem vindos!

Marizilda Paulino
Perpétua Medrado

As reuniões do Núcleo de Pesquisa e Leitura sobre Apresentação de Pacientes e Psicose acontecem às sextas-feiras, das 16:00 às 17:30 na sede da CLIPP, à Rua Cardoso de Almeida, nº 60, conj. 113.

Programação do 1º semestre

Março

  • 08 – Apresentação do texto: De uma questão preliminar a todo tratamento possível da psicose
  • 22 – Capítulo I. Rumo a Freud

Abril

  • 05 – Capítulo II. Depois de Freud
  • 19 – Feriado

Maio

  • 03 – Capítulo III. Com Freud
  • 17 – Capítulo IV. Do lado de Schreber
  • 31 – Capítulo V. Pós-escrito

Junho

  • 14 – Suplemento topológico a “Uma questão preliminar…” de Jacques-Alain Miller. In: Matemas – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996, p.119.
  • 28 – Suplemento topológico a “Uma questão preliminar…” de Jacques-Alain Miller. In: Matemas – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,1996, p. 119.

2018 – 2º semestre

Núcleo de Pesquisa: Psicanálise e Medicina – 2° semestre/2018

Tema: O diagnóstico na clínica borromeana
Do sintoma ao sinthoma

Desde o primeiro semestre de 2017 nos propomos interrogar o diagnóstico na clinica psicanalítica a partir do último ensino de Lacan. O que significa pensar o diagnóstico na segunda clínica de Lacan, ancorada no enlaçamento entre o real, o simbólico e o imaginário? O que nos orienta?

Ao final de seu ensino Lacan nos aponta que há no humano uma dimensão traumática constituinte e um núcleo de gozo impossível de ser reabsorvido, do qual o sintoma é testemunha. Não existe, portanto, sujeito sem sintoma, sem mal-estar. Essa nova perspectiva remete ao incurável do sintoma e exige uma nova grafia – sinthoma.

Neste ano, seguimos nossa pesquisa interrogando o conceito de sinthoma na obra de Lacan. Como método, percorreremos o Seminário 23: o sinthoma alternando com discussões clínicas.

PROGRAMAÇÃO

  • 14/08 – O inconsciente real
    Texto: Miller, J-A. – Perspectivas do Seminário 23 de Lacan: O Sinthoma. Primeira Lição (p. 9-22).
    Convidada: Carmen Silvia Cervelatti
  • 28/08 – Seminário 23: O Sinthoma
    Texto: Cap. VII De uma falácia que testemunha do real
  • 11/09 – Seminário 23: O Sinthoma
    Texto: Cap. VIII Do sentido, do sexo e do real
  • 25/09 – Seminário 23: O Sinthoma
    Texto: Cap. IX Do inconsciente ao real
  • 09/10 – Seminário 23: O Sinthoma
    Texto: Cap. X A escrita do ego
  • 23/10 – Discussão de caso clínico
  • 06/11 – Seminário 23: O Sinthoma
    Texto: Anexos – Joyce, o sintoma – por Jacques Lacan
  • 20/11 – Avaliação e discussão das atividades do ano

BIBLIOGRAFIA
Lacan, J. Seminário livro 22: RSI (1974-75). Seminário inédito.
_______ Seminário livro 23: O Sinthoma (1975-76). Rio de Janeiro: Zahar, 2007.
_______ Joyce, o sintoma. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 560-566.
Miller, J-A. Perspectivas do seminário 23 de Lacan. O Sinthoma. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
________ Ler um sintoma (2008). Disponível in: http://ampblog2006.blogspot.com.br/2011/08/jacques-alain-miller-ler-um-sintoma.html
Affonso, Pedro H. B. – Contribuições à topologia lacaniana. Editora Zogodini, 2016.

  • Coordenação: Eliane Costa Dias e Niraldo de Oliveira Santos
  • Periodicidade: Quinzenal, terças-feiras das 20h30 às 22h00
  • Local: Rua Cardoso de Almeida, 60 cj. 111 – Perdizes – São Paulo
  • Informações e inscrições: (11) 3864-7023 – psicanalise.clipp@terra.com.br

NÚCLEO DE PSICANÁLISE E FILOSOFIA: QUESTÕES DE AMOR – DO DESEJO AO GOZO

Psicanálise e Filosofia, conjunção que sugere proximidade, mas não interpenetração, nada de absorção mútua. A Filosofia, por menos que se a defina, surge nas pegadas da humanidade em sua aventura racional, na busca incessante do que seria a verdade. A Psicanálise, saber novo e inquietante, surge no início do século XX numa crise em que a busca de uma verdade totalizante atinge o auge do desencanto. A Psicanálise também busca a verdade em sua relação com o inconsciente, mas essa “é não-toda, porque dizê-la toda não se consegue … faltam palavras” (Lacan, Televisão). No seminário 19, longa preparação para o seminário 20, Lacan apresenta uma “nova lógica”, construída a partir daquilo que não é, a partir da não-relação sexual, ou seja, “nada do que acontece em decorrência da instância da linguagem pode desembocar, de modo algum, na formulação satisfatória da relação” (Lacan, seminário 19). A lógica lacaniana “… passeia pela lógica desde os primórdios do pensamento ocidental (…) até a teoria dos conjuntos. Fazendo uso do quadrado das oposições aristotélico – … – Lacan cria as fórmulas da sexuação, cria o quadrado da sexuação.” (M. Bernadette S. de S. Pitteri, Carta de São Paulo – maio/junho 2012).
Nesse semestre, debateremos questões relacionadas a Amor e Desejo na contemporaneidade, perguntando se ainda se sustenta a proposta de Lacan no Seminário 20 com a lógica do não-todo.

PROGRAMAÇÃO:

  • 21/08 – Do Desejo ao Amor – Uma passagem pelo BANQUETE de Platão
  • 04/09 – Significante – Fundamento da dimensão do simbólico – Função do Escrito
  • 18/09 – Aristóteles e Freud – A Lógica masculina
  • 02/10 – Lacan e a Lógica Feminina – Lógica do Não-Todo
  • 16/10 – Quadrado das Oposições – Lógica Modal
  • 30/10 – Lógica da Psicanálise – De Aristóteles a Lacan
  • 13/11 – Quadrado da Sexuação – Introdução à teoria dos Gozos
  • 27/11 – (Des)Conexões – O Gozo Contemporâneo

COORDENAÇÃO: Maria Bernadette Soares de Sant’Ana Piteri e Paula Christina V. Caio de Carvalho

Núcleo de Pesquisas em Psicanálise e Atendimento de Crianças e Adolescentes na CLIPP

Iniciamos nossas atividades deste segundo semestre de 2018, com a proposta de dar continuidade no estudo de temas básicos para pensarmos o trabalho psicanalítico com crianças e adolescentes.

Começamos com uma retomada dos conceitos Ideal do Eu e Eu Ideal, a constituição do campo da realidade; a criança entre o enunciado e a enunciação; extrair o sujeito e criticar a alucinação.

Faremos um exercício, através de um caso, para pensarmos a partir do que temos discutido, considerando em especial o texto “Interpretar a Criança”.

Os interessados em participar do Núcleo devem entrar em contato com as coordenadoras para uma entrevista.

COOORDENAÇÃO:

Celia Maria Betti Siqueira – TEL: (11) 99369-5774
Luciana Carvalho Rabelo – TEL: (11) 98758-8484
Maria Cristina Merlin Felizola – TEL: (15) 99106-9186

  • DATA: Quinzenal, início dia 10/08/2018
  • HORÁRIO: 11h30 às 13h00
  • LOCAL: CLIPP – Rua Cardoso de Almeida, 60 cj. 111- Perdizes
  • Informações e Inscrições: (11) 3864-7023 ou psicanalise.clipp@terra.com.br

Núcleo de Leitura e Pesquisa sobre Apresentação de Pacientes e Psicose 2018 – 2º. semestre

Por que a psicose?

A psicose, paradigma do ensino de Lacan, ajuda a pensar a clínica atual e nos impele a revisitar alguns conceitos.

A partir de textos de Freud, Lacan, Miller, Laurent e outros vamos pesquisar alguns termos e conceitos, tais como: Verwerfung, foraclusão, alucinação, delírio, fenômeno elementar, automatismo mental, neologismo, tendo em vista o novo contexto teórico e clínico no qual a psicanálise se inscreve hoje.

  • As reuniões serão sempre às sextas-feiras, porém, devido a feriados, à Jornada da EBP-SP e ao Encontro Brasileiro do Campo Freudiano teremos algumas datas em horário diferente do habitual, os dias 05/10 e 09/11 às 11h30.
  • 03/08 – 16h – Seção Clínica de Lille Investigações sobre o início da psicose Entrada na Psicose In: Dias, M. C. B.; Laia, S. (Orgs.). A psicose ordinária: a convenção de Antibes. Belo Horizonte, Scriptum. Belo Horizonte. Scriptum Livros, 2012, p. 77-89.
  • 17/08 – 16h –   Histeria y Psicosis Infanto-Juveniles. In: Maleval, J.-C. (2004). Locuras hystericas y psicosis dissociativas. Buenos Aires: Paidós.
  • 31/08 – 16h – Histeria y Psicosis Infanto-Juveniles. In: Maleval, J.-C. (2004). Locuras hystericas y psicosis dissociativas. Buenos Aires: Paidós.
  • 21/09 – 16h – Os termos: Verwerfung e foraclusão
  • 05/10 – 11h30 – Os termos: alucinação, delírio
  • 09/11 – 11h30 –  Os termos: fenômeno elementar, automatismo mental, neologismo
  • 07/12 – 16h  Um caso de escuela – Apresentação de paciente feita por Miller. In: Miller, Jacques-Alain. Embrollos del cuerpo, Buenos Aires: Paidós, 2012, p.221

Quem se interessar em participar do Núcleo deve entrar em contato com a coordenação para uma entrevista.
Aguardamos vocês!

NÚCLEO DE PESQUISA SOBRE TOXICOMANIA E PSICANÁLISE

Coordenação: Durval Mazzei Nogueira Filho

Tema: “O que a Psicanálise faz aos toxicômanos”

Sábado, dia 18/08/2018, das 9h00 às 11h00  –  Mensal

Local: Sede da CLIPP
Rua Cardoso de Almeida, 60  cj. 111 – Perdizes – SP
Informações e Inscrições: (11)  3864-7023
E-mail: psicanalise.clipp@terra.com.br

2018 – 1º semestre

O DIAGNÓSTICO NA CLÍNICA BORROMEANA: DO SINTOMA AO SINTHOMA

Desde o primeiro semestre de 2017 nos propomos interrogar o diagnóstico na clinica psicanalítica a partir do último ensino de Lacan. O que significa pensar o diagnóstico na segunda clínica de Lacan, ancorada no enlaçamento entre o real, o simbólico e o imaginário? O que nos orienta?

Ao final de seu ensino, Lacan nos aponta que há no humano uma dimensão traumática constituinte e um núcleo de gozo impossível de ser reabsorvido, do qual o sintoma é testemunha. Não existe, portanto, sujeito sem sintoma, sem mal-estar. Essa nova perspectiva remete ao incurável do sintoma e exige uma nova grafia – sinthoma.

Neste ano, seguimos nossa pesquisa interrogando o conceito de sinthoma  na obra de Lacan, percorrendo o Seminário 23: O sinthoma.

COOORDENAÇÃO:
Elaine Costa Dias
Niraldo de Oliveira Santos

LOCAL:
Rua Cardoso de Almeida, 60 – cj. 113 – Perdizes
Terças-feiras, das 20:30 às 22:00

INCRIÇÕES:
delreycosta@uol.com.br
niraldosp@uol.com.br

PROGRAMAÇÃO

  • 13/03 – O diagnóstico a partir da lógica borromeana
  • 27/03 – O conceito de sintoma na obra de Lacan
  • 10/04 – Do uso lógico do sinthoma ou Freud com Joyce
  • 24/04 – Do que faz furo no real
  • 08/05 – Do nó como suporte do sujeito
  • 22/05 – Inconsciente Real
  • 05/06 – Joyce e o enigma da raposa
  • 19/06 – Joyce era louco? e Joyce e as falas impostas

Núcleo de Psicanálise e Filosofia.: O Avesso da Psicanálise

Núcleo de Pesquisas em Psicanálise e Atendimento de Crianças e Adolescentes

Iniciamos nossas atividades em 2017, com a proposta de trabalhar alguns conceitos básicos para pensar o trabalho psicanalítico com crianças e adolescentes.

Começamos com o Estádio do Espelho, Narcisismo em Freud e Lacan, Ideal do Eu e Eu Ideal e textos que abordavam o Estádio do Espelho na atualidade.

Em 2018 pretendemos concluir o tópico sobre a constituição subjetiva através dos temas “alienação” e “separação” e continuar esse percurso com alguns pontos sugeridos por Lacan em seu texto “Notas sobre a criança”, tais como: o que as gerações anteriores transmitem à criança? Qual a importância do objeto transicional? Que lugar a criança ocupa no desejo familiar? Por que a criança pode ser colocada como objeto de gozo?

Em conjunto com este trabalho, pretendemos retomar a discussão de casos clínicos, à luz do texto do Miller, “Interpretar a criança”.

Os interessados em participar do Núcleo devem entrar em contato com as coordenadoras para uma entrevista.

  • DATA: Quinzenal, início dia 23/2/2018.
  • HORÁRIO: 11h30 às 13h
  • LOCAL: CLIPP – Sala 111

COOORDENAÇÃO:
Celia Maria B. Siqueira– TEL: 11- 99369-5774
Luciana Carvalho Rabelo – TEL: 11- 98758-8484
Maria Cristina Merlin Felizola – TEL: 15- 99106-9186

2017 – 2º semestre

Núcleo de Leitura e Pesquisa sobre Apresentação de Pacientes

A proposta para o trabalho gira em torno de leituras e pesquisas sobre Apresentação de Pacientes nos eixos:

– Ensino/Transmissão: como ensinar o que a psicanálise ensina no dispositivo de Apresentação de Pacientes?
– Clínica: diagnóstico e construção do caso (é possível construir um caso clínico a partir de uma entrevista?)
– Pesquisa: na atualização da bibliografia, na construção do caso clínico, nos efeitos e consequências, para os participantes, dos casos encaminhados e atendidos pela CLIPP; sobre a Psicose Ordinária: uma casuística.

Periodicidade: às sextas-feiras, quinzenalmente, das 16:00 às 17h30.

Neste semestre, excepcionalmente, não poderemos manter uma real quinzenalidade nos encontros devido ao grande número de feriados, bem como aos muitos eventos do Campo Freudiano em São Paulo e em Buenos Aires.

Assim sendo, refizemos nossa agenda, procurando atender, ao máximo, as condições necessárias para um bom desenvolvimento de nosso estudo e pesquisa.

Quem tiver interesse em participar do Núcleo, pedimos a gentileza de entrar em contato com uma das coordenadoras para uma entrevista.

Coordenação: Marizilda Paulino (marizildapaulino@uol.com.br)
Perpétua Medrado Gonçalves (pmedrado@hotmail.com)

Agenda para o 2o. semestre de 2017

Agosto
04/08 Núcleo de AP (na CLIPP)
11/08 Apresentação de Paciente (no Hospital)
25/08 Núcleo de AP (na CLIPP)

Setembro
22/09 Apresentação de Paciente (no Hospital)
29/09 Núcleo de AP (na CLIPP)

Outubro
06/10 Apresentação de Paciente (no Hospital)

Novembro
17/11 Apresentação de Paciente (no Hospital)
17/11 Núcleo de AP (na CLIPP)

Dezembro
08/12 Apresentação de Paciente (no Hospital)
08/12 Núcleo de AP (na CLIPP)

CLIPP – na sede da CLIPP (16:00–17:30)
Hospital – Hospital do Servidor Público Municipal do Estado de São Paulo (13:00-15:00)

2017 – 2º semestre

Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Filosofia

Sistema Filosófico e Paranóia

Núcleo de Pesquisa: Apresentação de Pacientes

Coordenação: Eliane Costa Dias e Perpétua Medrado Gonçalves

Na clínica atual, nos deparamos com novas formas do sintoma: as toxicomanias, os transtornos de ansiedade, os transtornos alimentares, as depressões, as intervenções sobre o corpo. Manifestações sintomáticas para as quais o diagnóstico diferencial neurose/psicose já não é suficiente.

Enquanto a clínica psiquiátrica responde cada vez mais pelos protocolos e pelas classificações padronizadas, a clínica psicanalítica se orienta pelo particular de cada sujeito, sem deixar de se interessar pelo diagnóstico estrutural. Na segunda clínica de Lacan, ancorada no enlaçamento entre o real, o simbólico e o imaginário, o que nos orienta é a relação com o sintoma, o gozo e o corpo.

A proposta do Núcleo de Pesquisa em Apresentação de Pacientes para este ano é pesquisar e trabalhar textos sobre diagnóstico em psicanálise que permitam elucidar a questão: o que se escuta da fala de um sujeito? “Mesmo que o diagnóstico possa ser determinado nos termos mais clássicos, alguma coisa sempre permanece em suspenso quanto ao sentido…”*

  • Periodicidade: mensal, sextas-feiras das 11h30 às 13h30
  • Inicio: 21 de agosto de 2015.
  • Coordenação: Eliane Costa Dias e Perpétua Medrado Gonçalves

* MILLER, Jacques-Alain. Lições sobre a apresentação de doentes. Matemas I. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996, p. 138-149. 

Núcleo de Pesquisas em Clínica Psicanalítica

Tema: O enigma do desejo da mãe e suas vicissitudes

O objetivo da pesquisa em andamento neste Núcleo consiste em recolher referências teóricas sobre o desejo da mãe, sua importância na constituição subjetiva e discutir sua determinação nas mais diversas estruturas clínicas.

  • A quem se destina: interessados em participar da pesquisa.
  • Periodicidade: mensal, sextas-feiras das 16h00 às 17h30.
  • Data: 21 de agosto de 2015.
  • Coordenação: Carmen Silvia Cervelatti.

Núcleo de Pesquisa – Psicanálise e Medicina

Tema: A direção do tratamento numa clínica do sinthoma

Desde o primeiro semestre de 2006 esse núcleo vem trabalhando em torno do tema O corpo da Psicanálise”, visando precisar conceitos teóricos que nos permitem abordar as manifestações no corpo identificáveis na prática clínica.
Neste ano, nos propomos fazer uma casuística com discussão de casos clínicos que permitam pensar: a direção do tratamento numa clínica do sinthoma e a construção do caso clínico como principal via de elaboração e transmissão da psicanálise.
Temas de pesquisa em andamento:

  • O corpo da medicina e o corpo da psicanálise.
  • Sintomas inscritos no corpo: Conversão, FPS, Acontecimentos de corpo.
  • Transtornos Alimentares: Anorexia, Bulimia, Obesidade.
  • Psicanálise e a Clínica Médica com crianças.

A quem se destina: aberto a todos os interessados no tema, mediante entrevista com a coordenação.
Periodicidade: quinzenal, quartas-feiras das 20h30 às 2h00.
Início: 12 de agosto de 2015.
Coordenação: Eliane Costa Dias e Niraldo Oliveira Santos.

Núcleo de Estudo e Pesquisas em Filosofia e Psicanálise

Tema: Desejo em psicanálise: do que estamos falando?

Dali, Salvador: Les Chants de Maldoror: Hamlet (1934)

Objetivo: proporcionar o encontro dos discursos da filosofia e da psicanálise através da apresentação de conceitos e noções dos dois campos de saber em suas especificidades, no sentido de viabilizar discussões e debates; apresentar a utilização da Filosofia por Lacan na construção de seu Ensino, tendo como foco para este ano a leitura do Seminário 6 – O desejo e sua interpretação.
O objetivo do Núcleo é ressaltar a importância do contato com os conceitos e as elaborações teóricas do campo da Filosofia, de modo que o interessado pelo ensino de Lacan reconverse com o campo do saber humano que tem em sua essência o olhar crítico sobre si e sobre o mundo.
Tal proposta tem como pano de fundo trazer a Filosofia para o centro das discussões que desafiam a psicanálise no mundo contemporâneo, reapresentando-a como a arena adequada onde travar novos debates, com um instrumental teórico e prático já elaborados desde tempos ancestrais. Reconvocar, em suma, a velha arena filosófica como o palco das mais desafiadoras discussões contemporâneas.
Metodologia: cursos breves sobre filósofos e suas teorias, contextualizando o tema trabalhado, visando uma contribuição para a psicanálise.
Leitura concomitante do Seminário 6 – O desejo e sua interpretação (ainda não traduzido). Leitura de textos avulsos sobre filosofia e psicanálise.
A quem se destina: interessados nos dois campos de saber, com formação superior.
Seleção: envio de currículo e entrevista com a coordenação do núcleo.
Periodicidade: quinzenal, terças-feiras das 13h00 às 14h30.
Início: 04 de agosto de 2015.
Coordenação: Maria Bernadette Soares de Sant´Ana Pitteri e Paula Christina  Verlangieri Caio.

Núcleo de Estudos ‘Psicanálise & Toxicomania’

Tema: Há sentido?

Desde 2008 esse núcleo trabalha a construção do discurso analítico sobre a toxicomania. Visa construir conceitos que permitam teorizar e abordar o sujeito a drogas na clínica.
Temas de pesquisa em andamento:

  • O discurso analítico sobre a toxicomania
  • A clínica do sujeito sob as drogas
  • A toxicomania e estruturas clínicas
  • Discursos não analíticos sobre o uso, o abuso e a dependência a drogas.

A quem se destina: aberto aos interessados no tema, após entrevista com a coordenação.
Periodicidade: o trabalho acontece mensalmente, aos sábados das 10h00 as 12h00.
Início: 15 de agosto de 2015.
Coordenação: Eliane Lima Guerra Nunes e Durval Mazzei Nogueira Filho.