Coordenação:
Eliane Costa Dias (eliane4041@gmail.com)
Niraldo de Oliveira Santos (niraldosp@uol.com.br)
terça-feira | mensal | 20h30/22h00
atividade híbrida
Investimento: R$170 (semestral)
Início: 10/03/26
Coordenação:
Eliane Costa Dias (eliane4041@gmail.com)
Niraldo de Oliveira Santos (niraldosp@uol.com.br)
terça-feira | mensal | 20h30/22h00
atividade híbrida
Investimento: R$170 (semestral)
Início: 10/03/26
“Nada de harmonia do ser no mundo… se ele fala”
A sociedade do sintoma traz consigo o imperativo da felicidade, demanda resultados rápidos e propaga a falácia de que nada é impossível. Mas ela traz a reboque as errâncias e as passagens ao ato, por vezes com efeitos devastadores. O discurso do mestre contemporâneo chega ao consultório do psicanalista por meio de significantes-mestres e mostram “a face segregativa do racionalismo biopolítico”, coroada pela fragmentação das entidades clínicas do DSM. Neste cenário, o sintoma evidencia as circunstâncias nas quais um significante-mestre captura o sujeito.
Em Lituraterra, Lacan enfatiza que, pelo fato de o sintoma instituir “a ordem pela qual se comprova nossa política, implica (…) que tudo o que se articula dessa ordem seja passível de interpretação”. Ao seguirmos as pistas deixadas por Lacan a partir desta citação, a articulação entre política e sintoma convoca necessariamente outros dois significantes essenciais: inconsciente e interpretação. De posse destes quatro termos, podemos evocar o dito de Lacan proferido no Seminário 14: A lógica do fantasma: “Não digo sequer ‘a política é o inconsciente’, e sim, de maneira bem mais simples, ‘o inconsciente é a política”. Como o psicanalista pode ler e se servir destas afirmações nos tempos atuais? Como o sintoma, mais especificamente a política do sintoma, indica uma orientação no tratamento psicanalítico?
Neste ano de 2026, daremos início às investigações em torno do tema “A política do sintoma”, com a leitura minuciosa do texto “Televisão” (1974), de Jacques Lacan. Nossa proposta é a de verificar como a clínica psicanalítica serve de locus privilegiado para receber e tratar, pela via do sintoma, o que do mal-estar na contemporaneidade se articula aos modos de gozo que aprisionam os seres falantes.
Cronograma:
10/03 – Apresentação da proposta de trabalho
14/04 – O discurso psicanalítico e o inconsciente (p. 508-511)
12/05 – O poder das palavras / Psicanálise x Psicoterapia (p. 511-516)
09/06 – A miséria e o discurso capitalista (p. 516-519)
11/08 – Libido, pulsão e gozo (p. 519-527)
08/09 – Mal-estar na civilização: repressão? (p. 528-533)
13/10 – As três perguntas de Kant (p. 533-543)
10/11 – Discussão de caso clínico
08/12 – Discussão e encerramento do programa anual