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O DNA da (o) CLIPP

Rosangela Carboni Castro Turim (CLIPP)

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O que define o nosso instituto, qual o DNA da CLIPP? Tal questão me intrigou porque parecia lógica, mas nada simples. O instituto visa uma formação teórica em psicanálise de orientação lacaniana, mas não deve ter um formato universitário. Em São Paulo, a CLIPP é um dos três institutos que funcionam ou deveriam funcionar como aguilhão para a Escola, segundo Lacan. Como o próprio nome indica, a Clínica Lacaniana de Investigação e Pesquisa em Psicanálise tem a missão clínica, de formação e de pesquisa. Voltarei a este ponto

Tentei elaborar estas questões a partir da vivência que tive ao longo dos anos desde a criação da CLIPP, quando estava presente como aluna, depois como associada fundadora e nestes últimos quatro anos na Diretoria. Com o aprendizado e a continuidade de um trabalho iniciado na diretoria anterior, acrescentei nesta gestão uma meta pessoal, compartilhada com as colegas de diretoria, de aprimorar a comunicação da Secretaria da CLIPP.

A CLIPP”, como carinhosamente a denominamos, ou “o Instituto CLIPP”, está funcionando a todo vapor, ou melhor dizendo, em termos mais apropriados para a era digital, está ON. Nosso instituto completou 18 anos neste mês de agosto, ganhou uma sala multimeios, está mais dinâmica e oxigenada, conta com novos associados que, além da transferência, têm um desejo de trabalhar pelo nosso instituto. Neste ano, as parcerias de trabalho e a oportunidade de criar laços foram importantes tanto na diretoria, como no conselho, além das novas parcerias estabelecidas nas comissões para criação e instalação da sala multimeios e o conselho editorial.

Em um texto escrito por Jesus Santiago no site do instituto de MG, ele afirma que o Instituto é o aguilhão da Escola à medida que, ao empunhar e priorizar a lógica da argumentação, em detrimento daquela da ressonância, ele estimula, por excelência, a transferência de trabalho.

Trabalhamos bastante no nosso instituto, recebemos e acolhemos sugestões do conselho da CLIPP, com quem nos reunimos algumas vezes e estabelecemos uma ótima interlocução e uma transferência de trabalho. Somos um instituto pequeno, somos poucos, mas a CLIPP está em expansão, mais conhecida e reconhecida em outras cidades, estados e até países. A transferência de trabalho e os laços que se estabeleceram nesses anos de diretoria me encaminharam para a escolha de me candidatar à comissão científica e dar continuidade ao trabalho epistêmico de excelência neste instituto, que também é reconhecido pelo curso e pela transmissão da psicanálise de orientação lacaniana.

Voltando à questão inicial, concluo que o nosso instituto tem um DNA clínico, talvez por herdarmos a Seção Clínica do extinto IPP e os analistas que a sustentaram, e o que nutre nossa causa analítica e promove o crescimento deste instituto ao longo destes 18 anos foram e são os laços de transferência de trabalho que se fortalecem e se atualizam. A CLIPP tem funcionado como um aguilhão, um incentivo a cada associado, a cada aluno para se dirigem à Escola.