
Editorial Revista Hades – Vol. 6 – N. 7 – novembro de 2026 – www.clipp.org.br
Maria Bernadette Soares de Sant´Ana Pitteri (Clipp/EBP/AMP)
A revista HADES publica, com muita satisfação, o texto da conferência da colega da Seção Minas Gerais, Márcia Rosa, que abriu as atividades da Clipp no segundo semestre de 2026. Seguindo este texto relevante e significativo para a comunidade analítica, temos o comentário, feito na ocasião, por Rosângela Carboni Castro Turim.
DAS HISTÉRICAS FREUDIANAS ÀS HISTÉRICAS LACANIANAS
Márcia Rosa (EBP/AMP)
marciamariarosav@gmail.com
Em seu último comentário sobre a histeria, Lacan (1978) disse não estar certo de que a neurose histérica ainda existisse, embora não tivesse dúvidas sobre uma neurose que certamente existe, a neurose obsessiva. Se, com Freud, a neurose obsessiva é apenas um dialeto da histeria, indagamos: com as mudanças ocorridas no estatuto do amor ao pai tomado como armadura e no estatuto do Outro, a partir do qual a histérica fabrica suas identificações, diríamos que a histeria sobrevive atualmente apenas enquanto dialeto?
Questões e comentários
Rosângela Carboni Castro Turim (Clipp)
rccastroturim@gmail.com
O título de seu livro Por onde andam as histéricas de outrora?, foi extraído da questão formulada por Lacan na conferência de Bruxelas, que você a contextualiza e norteia sua pesquisa. O subtítulo – um estudo lacaniano sobre as histerias, “histerias” no plural e não no singular como Freud o fez. Você pluraliza as histerias apontando os desdobramentos e as múltiplas respostas ao longo da sua tese: as pequenas e grandes histerias, a histeria rígida e a perfeita, historisterização e histeria sinthomatica.

A Revista Hades é uma publicação mensal editada
pela Clínica de Atendimento e Pesquisas em Psicanálise (Clipp).
ISSN: 3085-9492
